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Psyllium emagrece? Entenda o que é e quem pode usar

Ele serve como alimento para as bactérias benéficas do intestino, contribuindo para o seu crescimento e desenvolvimento, mantendo a flora intestinal saudável e equilibrada
Guilherme Sillva

Publicado em 04 de Outubro de 2023 às 09:00

Psyllium
A casca da semente do psyllium é usada em remédios naturais e é similar à aveia e o trig Crédito: Shutterstock
O psyllium é uma fibra solúvel extraída da casca de sementes da planta Plantago ovata, nativa de algumas partes da Ásia, regiões mediterrâneas da Europa e África do Norte. A casca da semente do psyllium é usada em remédios naturais e é similar à aveia e ao trigo. "É considerado um prebiótico, pois não é digerido pelo trato gastrointestinal superior e intestino delgado, mas fermentado e metabolizado pela flora intestinal no intestino grosso", explica a nutricionista Juliana Tinelli. 
Por ser uma fibra, não é digerida nem absorvida pelo corpo, chegando intacta ao intestino. Por isso, suas maiores funções são na saúde intestinal. "Ele serve como alimento para as bactérias benéficas do intestino, contribuindo para o seu crescimento e desenvolvimento, mantendo a flora intestinal saudável e equilibrada. Além disso, essa fibra é muito importante para a formação das fezes, já que não só aumenta o volume como também melhora a textura", explica a nutricionista. Também consegue controlar os níveis de glicemia e colesterol no sangue, retardando a absorção de açúcares e gorduras. 
Apesar dos benefícios, a nutricionista ressalta que nenhum alimento tem poder de engordar ou emagrecer de forma isolada. Mas pode ser sim um grande aliado no processo de emagrecimento por promover a saciedade e regular o trânsito intestinal. "Ele está relacionado ao aumento da sensação da saciedade e a redução na absorção das gorduras dos alimentos. O mais importante é uni-lo a uma dieta saudável e a prática de atividade física para favorecer o processo de emagrecimento", diz Juliana Tinelli.
"Existem diversas formas de consumir o psyllium. Pode-se misturar o pó em água, sucos ou shakes, deixando a fibra hidratar por alguns minutos antes de adicionar outras misturas. Também é possível incorporar em receitas de pães, bolos, biscoitos, polvilhar sobre sopas, cereais, frutas e iogurtes"

QUEM PODE USAR?

A nutricionista conta que não existem contraindicações para o consumo do psyllium. "O que vale ressaltar é a importância da ingestão adequada de água ao longo do dia, pois ele age juntamente ao líquido. A falta de água pode ocasionar reações adversas, como cólicas, dores e constipação", diz Juliana Tinelli.  Antes de se iniciar qualquer suplementação, é recomendado consultar um profissional de saúde para avaliar a adequação do uso às necessidades individuais.
A recomendação é para que se tome o psyllium cerca de 30 minutos antes das refeições, com um copo de água. "Dessa forma, a fibra terá tempo de se expandir no estômago e auxiliar na saciedade. Para quem deseja obter apenas os resultados intestinais, consumi-lo em jejum pela manhã é uma boa pedida para beneficiar a microbiota intestinal. Em qualquer dos casos, é importante que se beba ao menos 40 ml de água por quilo de peso por dia. De preferência, não menos de dois litros", explica a nutricionista.
  • Vantagens do consumo

  • Quando ingerido com água, o psyllium provoca saciedade em função de seu volume no estômago;

  • Tem eficácia no tratamento da síndrome do intestino irritável e da constipação, pois é rico em fibras;

  • Por conter fibras solúveis e insolúveis, o psyllium é excelente para a flora intestinal;

  • Auxilia no controle da glicemia, pois suas fibras retardam a absorção do açúcar pelo corpo, melhorando a resistência periférica à insulina;

  • Ajuda a promover níveis saudáveis de colesterol e triglicerídeos; 
O alimento não tem muitos efeitos colaterais e é bem tolerado por grande parte dos indivíduos. "Reações adversas costumam aparecer raramente em pessoas sensíveis às suas fibras. Mas há de se ter cautela com as interações medicamentosas. Por seu efeito laxativo e hipocolesterolêmico, há risco de interação potencial com medicamentos pertencentes a estas classes", diz Juliana Tinelli.

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