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Boas festas!

Sem tretas: dicas para curtir as ceias de fim de ano com classe

"HZ" conversou com a especialista em boas maneiras Giovana Moyzes, para saber o que podemos ou não fazer para promover (e participar de) cerimônias de fim de ano, se adaptando ao "novo normal"
Gustavo Cheluje

Publicado em 20 de Dezembro de 2021 às 09:53

Exageros à parte, esqueça o Natal de "terror" de 2020, em que, por conta da Covid-19, ceias familiares e festas de empresas tiveram que ser canceladas. Com o avanço da vacinação e a queda no índice de infecções e mortes, as celebrações deste ano poderão ser realizadas (oba!), mas, claro, sempre mantendo a cautela e seguindo as normas sanitárias de proteção contra a doença.
Espertamente - e já prevendo os futuros "micos" que você pode aprontar - "HZ" conversou com a especialista em boas maneiras Giovana Moyzes, professora da UVV e mestre em Sociologia e Etiqueta pela PUC-SP, para saber: o que podemos ou não fazer para promover (e participar de) cerimônias de fim de ano, se adaptando ao "novo normal"?

Máscara no rosto e vacina no braço

"É importante ressaltar que a pandemia não acabou, portanto, é essencial continuar com o uso de máscaras, álcool em gel, e manter o distanciamento. Espaços de convivência social 'viraram' sinônimo de respeito ao próximo. Se você faz o contrário disso, revela a forma como pensa e age em sua vida cotidiana", enfatizou a especialista. 
"As tradicionais festas de fim de ano de empresas precisam se readaptar. Não se deve confraternizar com pessoas não vacinadas, é claro! Além disso, devemos deixar para outra ocasião os tradicionais beijos e abraços. Agora é hora de nos cumprimentarmos com o olhar, e, mantendo a distância, falar o quanto se está feliz por poder participar de um evento como aquele, apesar da crise sanitária".
Ah, sim. De acordo com Giovana, qualquer tipo de comemoração deve ser feita em local aberto, com um número reduzido de pessoas, especialmente as festas coorporativas. "Usando máscara sempre, retirando apenas para comer ou beber".
19/12/2019 - Professora e consultora gastronômica, Giovana Moyzes exibe sua Torta de Sintra
Giovana Moyzes: "Mesmo com todas as restrições, defendo os rituais de encontros. Eles devem permanecer intactos" Crédito: Carlos Alberto Silva
Nas tradicionais ceias familiares, a especialista indica que as celebrações também sejam feitas em locais abertos e, se não for possível, que os encontros sejam com um número restrito de pessoas. "Famílias muito grandes podem fazer um cronograma de quais membros devem passar com os pais. Fizemos isso no ano passado e funcionou. Neste ano, pode ser repetido. Para as outras pessoas, fizemos uma hora de vídeo chamada. A emoção foi a mesma", indica, dizendo que, para ceias em um apartamento, cerca de dez pessoas (no máximo) devem participar, sempre tentando manter a distância.
"Mesmo com todas as restrições, defendo os rituais de encontros. Eles devem permanecer intactos. As mesas montadas de Natal, receitas familiares e troca de afetos não podem ser 'quebrados'. São importantes, pois fazem parte da nossa consciência".

Política, não!

Em um país cada vez mais polarizado, falar de política em uma reunião familiar - ou encontro de amigos - deve ser evitado. "Cada um, afinal, tem uma opinião formada sobre um determinado assunto. Você pode até pensar sobre o que tenho a dizer, mas dificilmente vou mudar a sua opinião. Não vale a pena se desgastar. O negócio é dar boas risadas e tomar bons vinhos", brinca, dizendo que, à mesa, é interessante relembrar histórias familiares e Natais antigos na casa dos avós, sempre em clima de harmonia.

Modere no álcool

A regrinha básica de educação à mesa sempre é de bom tom. "Ao comer e beber, tente manter a educação. Não beba em excesso, especialmente em festas de empresas. Também tente não falar alto, buscando ser o centro das atrações. Se for convidado para uma ceia, leve um vinho, um prato ou umas flores para o anfitrião".

Dever do anfitrião

O bom anfitrião precisa conhecer muito bem os gostos e a personalidade dos seus convidados. É essencial ter uma opção de prato para quem não come carne. Hoje, o vegetarianismo e o veganismo não são modismos, são estilos de vida. Para Giovana Moyzes, um prato perfeito (e que pode agradar a todos) é um espaguete de legumes, com cogumelos como proteína, servidos com amêndoas laminadas e temperado com manteiga Ghee vegana. "Quem come proteína animal, pode agregar carne ao prato. Uma outra boa dica é uma parrillada de legumes", cita a especialista.
Giovana fala que é essencial saber que, se está recebendo uma pessoa em casa, os deveres são maiores do que os direitos. "É preciso saber sobre as restrições alimentares e religiosas dos convidados, por exemplo. Além disso, se está recebendo, é preciso ser mais maleável. Não é aconselhado cobrar um horário para os convidados irem embora. O nosso espaço, afinal, só é aberto para quem gostamos muito e temos intimidade. Se precisa organizar eventos com pessoas não muito próximas, prefira confraternizações em restaurantes ou em um espaço que não é seu. Só se leva amigos para casa".

Não erre no Amigo-X

E o tradicional "Amigo X" (ou "Amigo Oculto")? A regra é clara: dê o presente que você gostaria de ganhar. Giovana fala que estipular um valor mínimo é o mais aconselhado. "Essa é a palavra mágica, pois lhe dá liberdade para comprar o presente que deseja. O valor máximo não funciona, pois você fica limitado a adquirir um produto x. Além disso, não dê presentes que a pessoa não possa trocar após as festas", complementa.

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