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Conscientização

Sinais do Coração: Convento da Penha fica vermelho para campanha

Ponto turístico receberá iluminação especial para alertar a população sobre a presença de sintomas que possam indicar maior risco de infarto
Guilherme Sillva

Publicado em 29 de Abril de 2022 às 08:16

Convento da Penha iluminado
Convento da Penha iluminado em outra campanha, em 2018 Crédito: Vitor Jubini
Se você olhar para o Convento da Penha durante este fim de semana e encontrá-lo com a cor vermelha, não estranhe. O motivo é que o ponto turístico receberá uma iluminação especial, nesta sexta (29) e sábado (30), para sinalizar a campanha "Sinais do Coração".
A iniciativa é a mesma que iluminou o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, com a cor vermelha no início do mês. Com apoio da  Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a campanha visa contribuir com a conscientização sobre a importância do conhecimento sobre os sinais do coração (síndromes coronarianas crônicas e agudas) e também da adesão ao tratamento. Tudo isso de forma positiva, valorizando os benefícios e resultados de um estilo de vida mais saudável. 
Cristo Redentor iluminado de vermelho para a campanha Sinais do Coração em 2019
Cristo Redentor iluminado de vermelho para a campanha Sinais do Coração em 2019 Crédito: Vladimir Aguiar/Divulgação

NÃO TEM MILAGRE

A regra é clara. Para evitar o desenvolvimento de doenças cardiovasculares é fundamental, no dia a dia, ter uma dieta saudável, praticar de atividades físicas, não fumar, controlar os fatores de risco e, claro, ter acompanhamento médico regular.  O ideal também é não deixar passar a data do seu check-up. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), no Brasil, cerca de 14 milhões de pessoas têm alguma doença cardiovascular. E cerca de 30% das mortes anuais no país são causadas por essas doenças como o infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Isso representa aproximadamente 400 mil mortes por ano.
O cardiologista José Airton Arruda, presidente da (SBC-ES), conta que as principais doenças cardiovasculares são aquelas que acometem os vasos, como o infarto e o acidente vascular cerebral. "Também fazem parte desse cenário as doenças do miocárdio, também chamada miocardiopatias. E existem as doenças das válvulas cardíacas que quando nas suas formas graves podem levar a insuficiência cardíaca ou a morte".
Nas doenças que acometem os vasos cardíacos e cerebrais, o acúmulo de gorduras ou lipídios na parede dos vasos leva a formação de placas, também chamadas ateromas. "Essas placas causam obstruções e interrupções parciais ou totais do fluxo de sangue para órgãos vitais, como coração e cérebro. A obstrução completa dos vasos cardíacos leva ao infarto do miocárdio. As obstrução dos vasos cerebrais leva ao AVC. Essas manifestações são precipitadas por fatores de risco", explica o médico.

FATORES DE RISCO PARA DOENÇAS CARDIOVASCULARES

"Os principais fatores de risco das doenças cardiovasculares são a hipertensão arterial, o diabetes mellitus, a dislipidemia (níveis elevados de gorduras no sangue), o tabagismo, o estresse, o sedentarismo, o histórico familiar de doença cardiovascular e a obesidade"
Outro fator importante que determina a probabilidade de ter um infarto é o estresse. Ele eleva a pressão arterial e aumenta a probabilidade de obstrução das artérias. "O estresse facilita a elevação da pressão arterial, altera padrões de alimentação e pode facilitar a ruptura de placas de ateromas no vasos", diz José Airton Arruda. 
Para cuidar da saúde do coração, é preciso ter alguns cuidados como uma dieta saudável, praticar atividade física regular e controlar os fatores de risco. A atividade física, por exemplo, atua estimulando a produção de substâncias protetoras dos vasos, que reduzem as chances de formação de placas. Também ajuda no controle do peso, do diabetes e da pressão arterial.

QUANDO PROCURAR O MÉDICO?

Com tantos cuidados necessários, quando a pessoa deve procurar pelo médico? De maneira geral, pessoas que desejam iniciar atividades físicas, principalmente a partir dos 35 anos para homens e 40 anos para mulheres. "Se tiver fator de risco, em qualquer idade. A presença de história de morte, infarto ou AVC, presença de hipertensão na família ou na própria pessoa, ou outros fatores de risco sempre exigem acompanhamento médico", ressalta.  
O cardiologista lembra que dor no peito aos esforços pode ser angina, uma forma de acometimento cardíaco (dor por redução da oxigenação do músculo cardíaco) que se não tratada, pode se seguir de infarto. "Outras causas frequentemente associadas a angina ou dor no peito de origem cardíaca são o cansaço fácil e frequente, a falta de ar, o suor excessivo, a sensação de indigestão, o desconforto abdominal e a dor no braço, peito, ombros ou mandíbula. Se sentir qualquer uma delas a pessoa deve procurar o médico para investigar as causas".

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