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Sexo

Super desejo sexual: é normal a mulher gostar muito de sexo?

Após rumores de que a separação de Gisele Bündchen e Tom Brady estaria ligada ao apetite sexual da modelo, discutimos a situação na coluna desta semana

Publicado em 02 de Novembro de 2022 às 20:50

Publicado em 

02 nov 2022 às 20:50
Sirleide Stinguel

Colunista

Sirleide Stinguel

spremoli93@gmail.com

Sexo, casal, desejo, apetite sexual
É normal a mulher sentir forte apetite sexual, desde que ele não traga prejuízos ou sofrimento para a pessoa Crédito: Shutterstock
Após a divulgação do término do casamento de Gisele Bündchen com Tom Brady, surgiram rumores das possíveis causas do rompimento e uma delas estaria ligada ao apetite sexual da modelo. Até mesmo insinuaram de forma xenofóbica que a modelo teria muito desejo porque é brasileira.
Realmente a sexualidade pode, sim, ser um motivo para a separação de um casal, mas o que me chamou a atenção foi o fato de tratarem o caso como uma "mulher com muito desejo sexual" ser algo anormal. Então mulher não pode ter muito desejo?
Esse é um mito da sexualidade feminina e que inibe e reprime o desejo das mulheres. Tudo porque, quando uma mulher começa a ter muito desejo sexual, ela começa a se sentir inapropriada ou disfuncional, como se esse papel fosse específico do homem. E isso implica em inadequações tanto para a mulher como para o próprio homem que precisa ser sempre hiper sexualizado perante a sociedade. Mulher pode ter desejo e gostar de sexo, sim!
Culturalmente sabemos que os homens foram mais estimulados para o ato sexual, até mesmo para provar a sua masculinidade, mas isso não significa que a mulher tenha menos desejo. No meu consultório, é comum aparecerem mulheres com muito desejo sexual e que se sentem inadequadas ou preocupadas com a possibilidade de ser um transtorno pelo desejo elevado, seja porque o parceiro não tem o mesmo desejo ou nas rodas de conversas as próprias amigas julgam como algo fora do comum.
E quando o super desejo é um problema? O termo "ninfomaníaca", direcionado a mulheres com compulsão sexual, não é mais usado nos dias de hoje. No meio acadêmico da saúde mental, nos referimos a um “desejo hiperativo” e este abrange ambos os sexos.
Vale lembrar que esse desejo elevado se torna um problema quando traz um prejuízo ou sofrimento para a pessoa. Por exemplo, quem não consegue se concentrar no trabalho ou realizar tarefas cotidianas por estar sempre excitada e acaba sempre tendo que parar tudo para ter um alívio e este ainda nunca é suficiente. É preciso ter muito cuidado para não fazer da sexualidade uma patologia, principalmente por causa de mitos, tabus e crenças. Procure um especialista quando estiver com dúvidas.

Sirleide Stinguel

Sirleide Stinguel é especialista em sexualidade humana, pós graduada em terapia sexual na saúde e educação. Graduanda em Psicologia.

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