Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Imoveis
  • Intenção de compra de imóveis chega a 52% no segundo trimestre e bate recorde da série
Mercado imobiliário

Intenção de compra de imóveis chega a 52% no segundo trimestre e bate recorde da série

O evento reuniu representantes do mercado imobiliário em um bate-papo, abordando os dados da Brain Inteligência Estratégica

Publicado em 21 de Agosto de 2026 às 18:33

Rubi Conde

Publicado em 

21 ago 2026 às 18:33
A jornalista Karine Nobre debates sobre o perfil do mercado imobiliário
Painel realizado durante o Talk Imóveis, com mediação da jornalista Karine Nobre Arthur Louzada

O mercado imobiliário brasileiro alcançou um marco histórico. No segundo trimestre de 2026, a intenção de compra de imóveis atingiu 52%, o maior índice já registrado pela série histórica de pesquisas do setor. O dado foi o principal destaque da sétima edição do Talk Imóveis, evento promovido pelo site A Gazeta nesta sexta-feira (21).


O encontro reuniu especialistas e representantes do setor para um bate-papo dinâmico sobre inteligência de mercado, viabilidade e desenvolvimento de produtos baseados em dados. A mediação ficou a cargo dos jornalistas Karine Nobre e Abdo Filho, em painéis que debateram as novas transformações e o perfil do consumidor atual.


Durante o evento, o sócio da Brain Inteligência Estratégica, Marcelo Gonçalves, apresentou os números que indicam o aquecimento contínuo do setor e, ao final, concedeu entrevista para detalhar a metodologia, o comportamento do comprador e as perspectivas para o futuro do mercado.


Confira a entrevista:

Qual é a metodologia da Brain Inteligência Estratégica para a coleta de dados de intenção de compra?

Se trata de uma pesquisa quantitativa, pra ela ter valor amostral, você precisa fazer um cálculo estatístico base: eu pego um universo, que é a quantidade de pessoas e transformo ele numa amostra.


Nesse caso específico, precisávamos de pouco mais de mil pessoas e entrevistamos 1.200, trabalhando com uma margem de 10% a 12% sobre a amostra necessária. Nessa estratificação, incluímos diferentes regiões, rendas e gerações, porque precisamos atingir todos os públicos para que a amostra seja representativa do universo.


Eu tenho a obrigação de fazer isso pra ter uma realidade da amostra pertencente ao universo. Senão, eu faço uma enquete, só entrevisto quem eu quero, do jeito que eu quero, e não é isso.

Como os corretores podem utilizar esses dados para aumentar o número de vendas?
A gente tem muitos fatores envolvidos. O mais importante, quando falamos em intenção de compra, é entender que esse número mostra que o brasileiro continua querendo comprar um imóvel, mesmo quando essa compra ainda não está planejada para o curto prazo. Para o corretor, o ponto é olhar para aquelas pessoas que estão mais preparadas para transformar essa intenção em uma compra planejada.

Por que alguém compra um imóvel na planta? Porque é um imóvel que permite planejamento. Normalmente, você tem uma parte do valor para pagar até a entrega das chaves. A pessoa pode não ter 100% do recurso naquele momento, mas consegue se organizar para cumprir essa etapa e depois buscar o financiamento do restante. O imóvel na planta ajuda justamente nisso: a transformar uma intenção de compra em um plano financeiro possível.
A Brain realiza alguma pesquisa de previsão do mercado imobiliário?

A gente faz pesquisas trimestrais quantitativas e aí eu faço as pesquisas para incorporadoras. Então eu diria que uma pesquisa que você coloca comportamento dá um prazo, mas esse prazo hoje é curto, porque as mudanças são muito rápidas.

E, além de tudo, a gente não pode esquecer o que a gente viveu nos últimos seis anos. Depois de uma pandemia que mudou a nossa visão, você imagina o seguinte: tinha gente que não conhecia onde morava. Trabalhava o dia inteiro, chegava, tomava banho, dormia, acordava, chegava no final de semana e ia viajar ou passear.

De repente, me vejo dentro do imóvel, não posso sair. Aí eu vejo que ali tem uma mancha, ali tá caindo, o ralo está entupido. E é aí que eu conheço o meu imóvel de maneira qualitativa. Quais são as coisas boas e as coisas ruins?

Exatamente por isso e pela busca de mais qualidade de vida, os últimos seis anos foram tão aquecidos no mercado imobiliário. As pessoas buscaram alterações, mudanças, coisas novas. Então o nosso mercado, nos últimos seis anos, ele não tem nada pra reclamar. Ao contrário de alguns mercados que, no ápice da pandemia, sumiram.

Fora da pesquisa, o que você espera para o futuro do mercado imobiliário?

Eu espero, nos próximos anos, que a gente consiga ter um Brasil que traga oportunidade pras pessoas comprarem imóveis. A gente pode falar o que a gente quiser do Brasil. Tem uma coisa que funciona nesse país: se chama Minha Casa, Minha Vida.


O programa trouxe dignidade do imóvel próprio para milhões de pessoas. Então, sem sombra de dúvida é um programa funcional. E, de julho de 2023 pra cá, só cresce em nível de vendas de recursos do Fundo de Garantia, e eu não tenho dúvida nenhuma que isso vai continuar acontecendo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Ambulância do Samu
Colisão entre dois carros deixa quatro feridos na BR 101 em São Mateus
Motociclista morre após colisão com carro em Governador Lindenberg
Motociclista morre após colisão com carro em Governador Lindenberg
Homem morre em acidente entre carros na BR 262, em Ibatiba
Motorista morre em colisão entre caminhonete e carro na BR 262

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados