Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Incitar violência em nome da democracia é aberração ideológica
Opinião da Gazeta

Incitar violência em nome da democracia é aberração ideológica

Derrota jurídica ou insatisfação com os rumos políticos não são salvo-conduto para atos que atentem contra a dignidade humana e as instituições democráticas

Publicado em 05 de Abril de 2018 às 13:25

Públicado em 

05 abr 2018 às 13:25

Colunista

Nuvens carregadas vistas sobre a estátua da Justiça, em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, na manhã desta quarta-feira Crédito: Dida Sampaio/AE
Após o desfecho do julgamento do habeas corpus de Lula no STF, que permitiu a prisão do ex-presidente, um dirigente do Movimento Sem Terra (MST) ameaçou ontem ocupar prédios públicos e terras. “Não tem mais valsa. É porrada, é guerra, é luta e venceremos”, disse, para logo em seguida, em um discurso esquizofrênico, pregar “paz e democracia”.
O uso da força para fazer valer posições políticas não é somente condenável, como também inadmissível. Disso sabemos. Mas incitar a violência em nome da democracia vai além: é uma aberração ideológica, um proselitismo perigosíssimo em um Brasil tão polarizado.
Estado democrático ainda imberbe, com baixa representatividade de grupos minoritários e altos níveis de corrupção, o país só tem a perder com manifestações inflamadas de líderes políticos, à esquerda ou à direita. Seja qual for a justificativa, seja qual for a bandeira que se branda, a violência não pode ser tolerada como instrumento de luta política, sob o risco de cairmos na barbárie.
Uma derrota no campo jurídico ou a insatisfação com os rumos do país não devem servir como salvo-conduto para atos que atentem contra a dignidade humana e o respeito às instituições democráticas. Decisões da Suprema Corte, se consideradas iníquas ou tendenciosas, não embasam quebra-quebras, apenas permitem contestações em observância às leis.
Para consolidarmos o Estado de Direito e alcançarmos a maturidade da sociedade civil organizada, o pragmatismo político nunca pode se sobrepôr a valores como justiça e respeito às diferenças. Esse pensamento, como a História – inclusive a nossa – nos prova, é o motor de absolutismos e ditaduras. Desnecessário dizer que esses nunca foram caminhos sensatos.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Atrações do final de semana
Agenda HZ: Silva, Renato Albani, Thiaguinho e Capital Inicial neste fim de semana no ES
Stênio Garcia após harmonização facial
Em meio a briga com as filhas, Stênio Garcia passa mal e é hospitalizado após aniversário
Senador Magno Malta é internado em hospital após passar mal
Magno Malta é internado em hospital após passar mal em Brasília

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados