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Arlindo Villaschi

Investir em mobilidade urbana é questão de justiça social

Com o processo de rápida urbanização, a mobilidade urbana torna-se também uma ferramenta de justiça social

Publicado em 07 de Dezembro de 2018 às 19:03

Públicado em 

07 dez 2018 às 19:03
Arlindo Villaschi

Colunista

Arlindo Villaschi

arlindo.villaschi@gmail.com

Alternativas para o trânsito de pessoas, como bicicletas, é pensar em igualdade social Crédito: Renata Salvalaio
Ações em mobilidade urbana podem resultar na diminuição de injustiças e inequidades sociais. Isso porque a circulação de pessoas em cidades tem efeitos no ambiente urbano de tal forma que sua relevância precisa ser vista para além da técnica de engenharia e tem que contemplar sua crescente função social.
Diante do processo de rápida urbanização, a mobilidade urbana torna-se também uma ferramenta de justiça social, uma vez que a distribuição espacial dos serviços, equipamentos e atividades urbanas normalmente distam dos locais de moradia da maioria da população. Como as distâncias são ainda maiores para a população de menor renda, políticas de mobilidade urbana precisam ser cada vez mais orientadas pelo princípio de equidade.
Assim, investimentos em transportes públicos de passageiros precisam ser priorizados no sentido de evitar a ampliação do abismo existente na qualidade de vida entre os que se encontram nos extratos superiores de renda e a maioria que ganha menos. Reconhecer que mais pobres gastam mais tempo do que mais ricos se deslocando para o trabalho é um primeiro passo.
Para além do tempo que as pessoas passam no trânsito há que se pensar no uso alternativo que dele poderia ser feito. Muitos trabalham e deixam de estudar porque falta tempo. Famílias onde mãe e/ou pai trabalham, o acompanhamento do crescimento dos filhos é dificultado pela falta de tempo. Muitos deixam de fazer acompanhamento médico correto também pelo tempo e recursos gastos para chegar às unidades de saúde.
Priorizar ações que melhorem a qualidade de mobilidade da maioria da população tem também efeito positivo sobre as finanças públicas. No caso da Grande Vitória, quando comparados com recursos necessários para ampliação viária, são baixos os investimentos em faixas exclusivas para ônibus; na efetiva utilização do aquaviário como elemento estruturante do sistema de transporte de pessoas; em obras voltadas para deslocamentos em bicicletas e a pé com segurança.
Considerados benefícios sociais e baixos custos em obras e serviços voltados para a melhorias estruturais do sistema de transporte da Grande Vitória, são bem-vindas as notícias divulgadas de que a equipe do governador eleito Renato Casagrande contempla retomar o transporte aquaviário de forma integrada com o modal ônibus e com o uso de bicicletas. Que a mudança ocorra logo e com o uso de faixas exclusivas para ônibus em vias já utilizadas por eles.
A equidade social há de agradecer.

Arlindo Villaschi

É professor Ufes. Um olhar humanizado sobre a economia e sua relação com os avanços sociais são a linha principal deste espaço.

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