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VITOR VOGAS

Luciano Rezende, a mão peluda e a mão estendida

Faltando menos de um mês para o aliado Renato Casagrande assumir o Palácio Anchieta, o prefeito de Vitória reafirma fidelidade ao socialista

Publicado em 09 de Dezembro de 2018 às 09:09

Públicado em 

09 dez 2018 às 09:09
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Letícia Gonçalves - interina
A “mão peluda” é uma expressão costumeiramente utilizada pelo prefeito de Vitória, Luciano Rezende, em referência à atuação de adversários políticos. Faltando menos de um mês para o aliado Renato Casagrande assumir o Palácio Anchieta, o prefeito reafirma fidelidade ao socialista – “A única certeza é que eu não disputarei com Renato qualquer coisa, nada” –, mas não esquece aqueles que, segundo Luciano, agem nas sombras para “tentar atrapalhar”. “Não acredito que a mão peluda vá sair de cena, porque ela é permanente”, diz, sem dar nome aos bois. “A carapuça cai em quem faz esse movimento”, respondeu à coluna, ao ser questionado. “Vão quebrar a cara. E vão quebrar a cara em 2020 e 2022”, complementa.
Para 2020, o PPS de Luciano lançou, desde já, o deputado estadual eleito Fabrício Gandini para concorrer à prefeitura. Em 2022, Casagrande deve tentar a reeleição ao governo. E Luciano, mais uma vez, se posta ao lado do socialista. “As pessoas já tentaram nos separar. Não deu em nada e não vai dar em nada.”
30 pontos
Pensando num horizonte mais próximo, o prefeito pediu para o secretariado levantar “o que não está andando com o governo do Estado” e conta que já elencou trinta pontos. Luciano diz não ter pedidos a fazer, apenas aguarda uma melhor relação com o Executivo estadual. E daí a conclusão dos trabalhos na Avenida Leitão da Silva, a retomada do aquaviário e a integração dos ônibus municipais ao Sistema Transcol, por exemplo. Ele aventa até a possibilidade de término das obras do Cais das Artes, gestado por Hartung e já mencionado por Casagrande. Mas, como a coluna já mostrou, trata-se de uma empreitada mais complicada.
Fusão
Quanto à possível fusão entre Rede e PPS, tema também já abordado aqui, Luciano é um tanto econômico nas palavras. Diante das possíveis pretensões do prefeito da Serra, o redista Audifax Barcelos, em disputar o governo ou mesmo a Prefeitura de Vitória, Luciano ressalta que “o PPS respeita seus aliados”, em mais uma referência – sim, foram várias – a Casagrande e diz que pretende lidar com o possível choque de lideranças (Audifax X Luciano) numa eventual legenda híbrida com “diálogo”.
PH
Se não nomina os adversários ao falar de “mão peluda” – um dia ele também lançou mão de “mãozinha de gato” –, quando questionado diretamente sobre a anunciada saída de Hartung das disputas eleitorais e se isso não arrefeceria tais rusgas políticas, o prefeito de Vitória lança dúvidas no ar: “Aprendi observando o atual governador que, basicamente, tudo que ele fala é o contrário. Se ele anuncia aposentadoria, ele vai tentar alguma coisa. Acho, inclusive, que fará oposição e apostará no insucesso do governador Renato Casagrande. Não terá êxito”.
Luciano, em seguida, repete uma avaliação recorrente entre casagrandistas. “O maior erro do Renato foi fazer equipe com pessoas de confiança do atual governador (no mandato de 2011-2014). Agora, tomou a decisão acertada. A equipe dele tem que ser de confiança dele. Porque as forças que são oposição estão a postos”, afirma. Nomes egressos da Prefeitura de Vitória estão listados no futuro time do socialista: Davi Diniz, Lenise Loureiro, Tyago Hoffmann, Nara Borgo e Luiz Paulo Vellozo Lucas (ele é do comitê de gestão e inovação da administração municipal).
Ampla reforma administrativa e nada de abono
Luciano Rezende prepara, para a segunda quinzena de janeiro, uma ampla reforma administrativa, a qual ele já havia mencionado, mas agora dá mais detalhes: “Será a maior reforma que eu já fiz, muito ampla”. As mudanças vão envolver não apenas o primeiro escalão – desfalcado por conta da saída de titulares de pastas para compor a equipe do futuro governo Renato Casagrande –, mas também afetará subsecretarias, gerências, servidores comissionados e ocupantes de funções gratificadas. Assim, novos nomes devem passar a compor a gestão da Capital e outros serão realocados.
Questionado pela coluna sobre o pagamento de abono aos servidores municipais, o prefeito foi direto: “Não. Temos uma situação equilibrada de finanças que conseguimos por responsabilidade”. E complementou: “Dar abono não é política salarial, não é política de gestão fiscal adequada. Não melhora condições do servidor. Estudamos mudanças em planos de carreira, mérito, produtividade, mudanças permanentes. E não distribuição de benesses”.
Caberá ao prefeito sancionar, ou não, o abono que a Câmara de Vitória aprovou para os servidores do Legislativo, ainda que a contragosto do presidente da Casa, Vinícius Simões. O autógrafo de lei foi protocolado pelo Poder Legislativo na última quinta-feira. Luciano tem o prazo legal de 15 dias úteis para se manifestar.
Quanto a reajuste para servidores da prefeitura no ano que vem, o chefe do Executivo diz que fará, “se possível”. “Mas minha forma de agir é só anunciar essas coisas quando concretizadas.”
Gato escaldado
Filiado ao PPS, mas pouco participativo na vida partidária, o prefeito de Cariacica, Juninho, tem dúvidas quanto ao sucesso da fusão da sigla com a Rede: “Gato escaldado tem medo de água fria. Entrei de cabeça na possível fusão do PPS com o PMN lá atrás, deu muito debate. No final, depois de muita coisa arranhada, voltou o PPS ao que era e o PMN ao que era. Então decidi, desta vez, não entrar nessa discussão”.
Amores
Juninho, aliás, fez declarações muito amistosas a Marcelo Santos e a Sandro Locutor, que dividem com ele o reduto eleitoral cariaciquense, durante a inauguração da Leste-Oeste ontem. “Mesmo na minha ausência, eles vão brigar pela cidade, no bom sentido. Marcelo cobra mesmo, o Sandro Locutor também. Mas são cobranças para o bem”.
Novo ninho
E, voltando a falar em fusão, desde a intervenção do PSDB estadual no diretório de Vila Velha, ou mesmo antes disso, é especulada a saída de Max Filho do ninho tucano. O prefeito diz que, por enquanto, fica. Está aguardando, justamente, possíveis fusões partidárias para avaliar um novo destino.
Bola murcha
Derrotado na tentativa de reeleição, o deputado federal Lelo Coimbra avalia que os prefeitos já não estão com a bola toda na hora de transferir votos. “Mesmo os prefeitos bem avaliados não conseguiram reproduzir em votos para outra pessoa, inclusive para mim, a sua expressão de liderança. O padrão de política mudou. Quando vejo as pessoas falando que já têm nome para 2020 fico surpreso”, afirma Lelo.
Pessoas?
Questionado pela reportagem se Lelo, fiel escudeiro de Hartung, referia-se ao fiel escudeiro de Luciano Rezende, Fabrício Gandini, já anunciado para disputar a Prefeitura de Vitória em 2020, ele desconversa. “Estou falando de tudo, não tem a ver com pessoa física”.
 
Encontro
 
A inauguração das obras da Rodovia Leste-Oeste, em Vila Velha, reuniu autoridades diversas e pôs lado a lado o prefeito da cidade, Max Filho, e o governador Paulo Hartung, não exatamente melhores amigos, mas com relação já azeitada.
 

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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