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Luto no esporte

Surfe capixaba se despede do surfista e incentivador Ricardo Guimarães

Germinho, como era conhecido no cenário do surte do ES, morreu na madrugada desta segunda-feira (11), em Colatina. Surfista desde jovem, ele desenvolveu uma marca capixaba ligada ao esporte e foi um grande apoiador de atletas e eventos no Estado

Publicado em 11 de Janeiro de 2021 às 15:59

Murilo Cuzzuol

Publicado em 

11 jan 2021 às 15:59
Surfe
Ricardo Guimarães morreu na madrugada desta segunda-feira (11) no Hospital Silvio Ávidos, em Colatina Crédito: Arquivo pessoal
O surfe capixaba perdeu na madrugada desta segunda-feira (11) o surfista e empresário Ricardo Giurizzatto Guimarães, de 55 anos. Germinho, como era conhecido, era surfista, empreendedor da área com a marca "Quebra Onda", especializada na linha surfware, e grande incentivador da modalidade no Espírito Santo. A morte repentina de Ricardo foi confirmada pelos dois filhos dele à reportagem de A Gazeta e também pelo jornalista Vitor Gozzer, amigo e muito próximo dele.
Segundo Ian Guimarães, um dos três filhos do empresário, no último final de semana Ricardo e a mulher saíram da Grande Vitória e foram de carro até Colatina, onde a família também reside. Lá, ele sentiu-se mal e foi levado rapidamente para o hospital.
"Meus pais vieram para Colatina e tudo corria normal. Ele dormiu e acordou na manhã de domingo (10) se queixando de muita dor de cabeça. Como não estava bem, ele foi levado inicialmente para a Santa Casa (de Misericórdia) e depois foi transferido para o Hospital Silvio Ávidos, onde acabou morrendo", contou o jovem nascido na Austrália e que mora nos EUA, mas que passa férias com a família no Estado.
Surfe
Ricardo, o Germinho no furfe do ES, foi um dos grandes incentivadores da modalidade no Estado Crédito: Arquivo pessoal
Ainda de acordo com o Ian, a causa da morte não foi confirmada, mas a suspeita é de que Ricardo tenha sofrido um acidente vascular cerebral com evolução para óbito. O jovem confirmou que o pai teve covid-19, mas já estava recuperado. Em alguns perfis, a morte dele foi vinculada à  doença, porém, de acordo com a família, não procede.  

LEGADO NO SURFE

O surfe sempre foi a grande paixão de Ricardo, que além de pegar ondas com maestria, ele fez do esporte o próprio meio de sustento. De acordo com o jornalista Vitor Gozzer, Germinho desenvolveu uma marca de roupa inspirada na modalidade, além de patrocinar eventos e atletas no Estado.
"Por meio da Quebra Onda, ele conseguiu desenvolver e apoiar o surfe capixaba. Era uma marca pequena do Pólo da Glória que ele adquiriu há muitos anos e a fez crescer, sempre valorizando o que havia de bom no surfe. Em paralelo, apoiava como podia os surfistas e competições, entre elas a Tríplice Coroa. Foi um amigo que fiz e pude também entrevistar nesses anos. Nos fará muita falta e o surfe do Estado perdeu um dos grandes praticantes e incentivadores", disse o jornalista que também é surfista.
Surfe
O surfe era a paixão de infância de Ricardo, que além de surfista, promoveu eventos e patrocinou atletas capixabas Crédito: Arquivo pessoal
Uma ideia da importância de Ricardo para o surfe estadual, o Campeonato Tríplice Coroa, idealizado por ele, foi um dos grandes eventos do surfe nacional e trazia competidores de outros estados e também de fora do país para o Espírito Santo.
Além de Ian, Ricardo é pai de Carlos Henrique e também Pollyana. Nos 55 anos de vida, Germinho morou na Austrália e dividia-se atualmente entre o Espírito Santo e a cidade de Boca Raton, no estado da Flórida, nos Estados Unidos. Nascido em Colatina, ele deixa também a esposa Marciana Negrelli. O sepultamento será realizado na cidade natal, no Noroeste do ES. 
Filho do meio, Carlos Henrique fez questão de agradecer à solidariedade recebida e confirmou que a marca, maior legado deixado pelo pai, seguirá apoiando o surfe do Estado. 
"Hoje ele nos deixou, mas o sonho dele, que era a marca e o apoio ao esporte vão continuar. Eu já estava tomando frente dela há algum tempo e agora darei sequência ao sonho do meu pai, pois não quero deixar esse propósito dele nunca morrer", disse o jovem. 

Correção

12/01/2021 - 10:08
Na legenda da foto que abre o texto constava a informação que Ricardo tinha morrido no Hospital Florentino Ávidos, quando a informação correta é Silvio Ávidos.A informação foi corrigida  

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