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Conflito

EUA enviam maior porta-aviões do mundo à América Latina em escalada militar

Apesar de o governo norte-americano declarar que se trata de ação contra o narcotráfico, o movimento sinaliza pressão à ditadura de Nicolás Maduro, na Venezuela
Agência FolhaPress

Publicado em 

24 out 2025 às 16:46

Publicado em 24 de Outubro de 2025 às 16:46

Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira (24) que vão enviar o USS Gerald R. Ford, o maior e mais poderoso porta-aviões do mundo, e outras embarcações que o acompanham para a América Latina e o Caribe, em movimento que escala a presença militar norte-americana na região e dá forte sinalização de pressão à ditadura de Nicolás Maduro, na Venezuela.
"A presença reforçada das forças americanas na área de responsabilidade do Comando Sul reforçará a capacidade dos EUA de detectar, monitoras e desmantelar atividades e atores ilícitos que comprometam a segurança e a prosperidade do território nacional dos Estados Unidos e nossa segurança no Hemisfério Ocidental", escreveu Sean Parnell, porta-voz do Pentágono, em publicação no X.
A fala do porta-voz do Pentágono carrega o argumento de combate ao narcotráfico que tem sido usado pelo presidente americano, Donald Trump, para justificar a explosão de embarcações na América Latina desde setembro, muito embora nenhuma evidência de que os barcos fossem ligados ao narcotráfico tenha sido apresentada — mesmo que fossem, a explicação usada pela Casa Branca para os ataques é nebulosa à luz do direito internacional.
Grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford que o governo de Donald Trump enviou para o Caribe
Grupo de ataque do porta-aviões USS Gerald R. Ford que o governo de Donald Trump vai enviar para Caribe e América Latina Crédito: US Navy/Redes sociais
A presença do maior porta-aviões do mundo, que tem 333 metros de comprimento e capacidade para carregar até 90 aeronaves, no entanto, sugere outra coisa: maior pressão contra Maduro, que tem pedido paz a Trump após seguidas ameaças do presidente americano e ataques no Caribe.
Em junho, Trump ordenou o deslocamento do mesmo porta-aviões para perto do Oriente Médio em meio a momento de grande tensão entre Israel e Irã. Dias depois, os EUA executaram o ataque aéreo a instalações nucleares iranianas.
O porta-aviões não chega sozinho. Sua escolta costuma conter de três a seis destróieres, um cruzador, navios de apoio e um submarino nuclear de ataque com funções defensivas — poder de fogo que por si só é maior do que a maioria das aeronáuticas e marinhas do mundo.

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