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Irã diz ter recebido resposta dos EUA sobre proposta de paz

Os EUA ainda não confirmaram formalmente se responderam, mas, segundo relatos, Trump disse à emissora israelense Kan News que a proposta era inaceitável.

Publicado em 03 de Maio de 2026 às 17:34

BBC News Brasil

Publicado em 

03 mai 2026 às 17:34
Imagem BBC Brasil
O presidente Donald Trump afirmou no sábado que a retomada dos ataques militares contra alvos dentro do Irã era "uma possibilidade". Crédito: Getty Images
O Irã recebeu uma resposta dos EUA à sua mais recente proposta de paz, segundo a mídia estatal iraniana.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que a resposta, entregue pelo Paquistão, está sendo analisada, de acordo com a agência de notícias Tasnim.
Os EUA ainda não confirmaram formalmente que responderam a Teerã. No entanto, o presidente Donald Trump teria dito à emissora israelense Kan News, no domingo (3/5), que a proposta era inaceitável para ele.
A mídia estatal iraniana afirmou que o plano de 14 pontos de Teerã pede que Washington retire suas forças das proximidades das fronteiras iranianas, encerre o bloqueio naval aos portos iranianos e cesse todas as hostilidades, incluindo a ofensiva israelense no Líbano.
O documento também pedia que um acordo entre os dois países fosse alcançado em 30 dias.
A mídia estatal iraniana acrescentou que a proposta instava os dois lados a se concentrarem em "acabar com a guerra" em vez de estender o cessar-fogo atual.
Referindo-se à proposta, Trump escreveu em uma postagem no Truth Social no final de sábado: "Eles ainda não pagaram um preço suficientemente alto pelo que fizeram à Humanidade e ao Mundo nos últimos 47 anos."
Em declarações à imprensa no mesmo dia em Palm Beach, Flórida, ele disse que ainda não havia analisado o plano em detalhes.
"Eles me falaram sobre o conceito do acordo", disse ele. "Eles vão me dar a redação exata agora."
Questionado pela BBC sobre se os ataques militares contra alvos dentro do Irã poderiam ser retomados, Trump disse que era "uma possibilidade".
"Se eles se comportarem mal. Se fizerem algo ruim", disse ele. "Mas agora vamos ver."
O presidente dos EUA pareceu pouco inclinado a se retirar completamente do conflito, dizendo "não vamos embora" e "vamos fazer isso, para que ninguém precise voltar daqui a dois ou cinco anos".
As agências ligadas ao Estado iraniano disseram que a última proposta de Teerã foi uma resposta a um plano americano de nove pontos, que previa um cessar-fogo de dois meses.
Imagem BBC Brasil
O Irã respondeu aos ataques dos EUA e de Israel restringindo severamente a navegação no Estreito de Ormuz, uma rota global para o petróleo. Crédito: Reuters
Trump escreveu aos membros do Congresso dos EUA na sexta-feira, argumentando que não precisava cumprir um prazo para a aprovação legislativa da guerra, já que o conflito havia sido "encerrado" desde que um cessar-fogo entrou em vigor em 8 de abril, suspendendo o prazo para qualquer obrigação nesse sentido.
O bloqueio contínuo dos portos iranianos, alegou ele, não representava uma continuação do conflito.
Por lei, um presidente dos EUA deve receber a aprovação do Congresso dentro de 60 dias após notificar os legisladores sobre uma ação militar, ou então cessar as hostilidades.
Sexta-feira foi o 60º dia desde que Trump notificou formalmente o Congresso sobre os ataques contra o Irã em 2 de março, dois dias depois que os EUA e Israel lançaram seus ataques.
Durante uma série de declarações públicas na sexta-feira, Trump também repetiu seu refrão de que "o Irã nunca poderá ter uma arma nuclear".
O Irã negou repetidamente que esteja buscando uma bomba e afirma que seu programa é apenas para fins pacíficos, embora o país seja o único Estado não nuclear a ter enriquecido urânio em um nível próximo ao de armas nucleares.
As últimas declarações de Trump surgem em um momento em que legisladores americanos — incluindo alguns de seu próprio partido, o Republicano — estão cada vez mais frustrados publicamente com o que muitos consideram uma guerra cara e complexa, com objetivos obscuros.
O senador republicano do Missouri, Josh Hawley, pediu ao governo Trump que começasse a reposicionar as forças para longe do conflito e argumentou que a aprovação do Congresso seria necessária para a continuidade da guerra.
"Eu realmente não quero fazer isso", disse Hawley. "Quero encerrar o conflito."
Outra senadora republicana, Lisa Murkowski, do Alasca — uma crítica proeminente de Trump — lançou dúvidas sobre o sucesso da operação e de quaisquer negociações em potencial.
"Embora o governo possa apontar para negociações em andamento, os eventos no terreno e a retórica vinda de Teerã contam uma história diferente", disse ela.
"Mas se os EUA recuarem abrupta e prematuramente, quase certamente deixaremos suas capacidades críticas intactas.
"E esses não são riscos que estou disposta a correr. Mas a resposta não é um cheque em branco para outra guerra sem fim", acrescentou Murkowski.

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