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Conflito no Oriente Médio

Lula fala com líder palestino, que defende corredor humanitário

Mahmoud Abbas, que pertence a movimento rival ao Hamas, agradeceu ao presidente brasileiro pelo apoio à causa palestina
Agência FolhaPress

Publicado em 

14 out 2023 às 17:48

Publicado em 14 de Outubro de 2023 às 17:48

BRASÍLIA - O presidente Lula (PT) teve uma conversa telefônica com o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que agradeceu ao petista pelo apoio à causa palestina, pelo papel desempenhado e pelo compromisso com o direito internacional.
Abbas pertence ao Fatah, movimento rival ao Hamas. Enquanto a base do Fatah é a Cisjordânia, a do Hamas fica na Faixa de Gaza – o grupo terrorista, que atacou Israel no último sábado (7), expulsou o Fatah de Gaza em 2007.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversa por telefone com presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas
Lula conversa por telefone com presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas Crédito: Ricardo Stuckert/PR
Na conversa, Abbas defendeu o fim dos ataques israelenses e a urgente abertura de corredores humanitários na Faixa de Gaza para a entrada de suprimentos médicos, água, eletricidade e combustível.
Além disso, o presidente da Autoridade Palestina disse que está trabalhando pela saída de cidadãos estrangeiros, incluindo famílias brasileiras que residem em Gaza e tentam sair pelo Egito – as tratativas, principalmente com Israel, cujo aval é imprescindível para o sucesso da perigosa operação de retirada, ainda estão em andamento.
As informações foram divulgadas pela Wafa (Agência Palestina de Notícias e Informações). Segundo a agência, Abbas criticou a violência no conflito, os assassinatos de civis de ambos os lados e argumentou pela necessidade de libertação de civis. Abbas também rejeitou o assassinato de população civil de ambos os lados da guerra.
De acordo com o relato da agência de notícias, Lula afirmou na conversa que ele e o povo brasileiro se solidarizam com a busca dos palestinos por seus direitos legítimos a liberdade e independência, enfatizando a necessidade de levar ajuda médica e de socorro à Faixa de Gaza e pedindo paz e segurança na região.

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