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Trabalho no feriado: o que muda para farmácias, supermercados, comércio e outros setores afetados por nova regra em vigor

Portaria com novas regras será publicada pelo governo federal nesta quarta-feira (22/7). Abertura do comércio em geral em feriados passará a depender de convenções coletivas, com algumas exceções.

Publicado em 21 de Julho de 2026 às 19:35

BBC News Brasil

Publicado em 

21 jul 2026 às 19:35
Imagem BBC Brasil
Supermercados passarão a depender de convenção coletiva para abrir as portas nos feriados Crédito: Getty Images
O governo federal anunciou nesta terça-feira (21/7) novas regras para o funcionamento do comércio durante os feriados.
A portaria anunciada pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) determina que a abertura do comércio em geral nessas datas dependerá de autorização prevista em convenção coletiva de trabalho, negociada entre sindicatos de trabalhadores e empregadores.
A norma será publicada no Diário Oficial da União na quarta-feira (22/7) e altera regulamentação em vigor desde 2021, que permitia a abertura de diversos estabelecimentos por decisão unilateral do empregador, observada a legislação municipal.
A exigência de convenção coletiva já havia sido prevista em uma portaria publicada em 2023, mas sua entrada em vigor foi adiada sucessivas vezes pelo governo. Com a nova regulamentação, a regra passa a valer imediatamente.
A mudança, no entanto, não vale para todas as atividades. Algumas categorias continuam com autorização permanente para funcionar durante os feriados, sem necessidade de negociação coletiva.
É o caso de padarias, farmácias, floriculturas, barbearias, salões de beleza, postos de combustíveis, comércio de gás de cozinha (GLP), locadoras de veículos, hotéis, restaurantes, bares, casas de diversões, feiras livres, lavanderias, funerárias e outros serviços previstos na própria portaria.
Já estabelecimentos que não estão entre as exceções — como supermercados e o comércio varejista em geral — passarão a depender de convenção coletiva para abrir as portas nos feriados.
Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, a mudança reforça a negociação coletiva entre empregadores e trabalhadores para definir as condições de funcionamento do comércio nessas datas.
Para os trabalhadores, as condições para o trabalho em feriados — como jornada, pagamento, concessão de folgas e eventuais compensações — deverão seguir o que for estabelecido na convenção coletiva negociada entre os sindicatos das categorias profissional e patronal.
Caso não exista sindicato representativo da categoria profissional ou econômica, a convenção poderá ser firmada com a respectiva federação ou confederação.
O ministério destacou que a mudança se aplica apenas aos feriados.
O funcionamento do comércio aos domingos continua sendo regulamentado por outra lei (Lei 10.101, de 2000), e não sofreu alterações.
Veja algumas das atividades poderão funcionar nos feriados sem convenção coletiva:
  • Venda de pão e biscoitos (padarias)
  • Farmácias, incluindo farmácias de manipulação
  • Floriculturas (flores e coroas)
  • Barbearias
  • Salões de beleza
  • Postos de combustíveis
  • Comércio varejista de GLP (gás liquefeito de petróleo)
  • Locadoras de bicicletas e similares
  • Hotéis
  • Restaurantes
  • Bares e estabelecimentos similares
  • Casas de diversões
  • Estádios
  • Feiras livres
  • Locadoras de veículos e de embarcações
  • Comércio em feiras e exposições
  • Lavanderias
  • Lavanderias hospitalares
  • Serviços funerários

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