Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • O perigo de se ler apenas as manchetes, inclusive esta!
Na era da internet

O perigo de se ler apenas as manchetes, inclusive esta!

Alguém já dizia que as redes sociais são os novos tribunais de inquisição e que nas mesmas redes todos são juízes, juízes da metade

Publicado em 06 de Fevereiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

06 fev 2020 às 04:00
Vinicius Figueira

Colunista

Vinicius Figueira

viniciusfigueira18@gmail.com

Redes sociais Crédito: Pexels
Em nosso cotidiano de redes sociais ou, ainda, de articulista de A Gazeta, sempre tiro um tempo para ler os comentários. Quase sempre, ou na sua maioria, eles estão carregados de julgamentos baseados em suposições e interpretações infundadas da não leitura do todo. Alguém já dizia que as redes sociais são os novos tribunais de inquisição e que nas mesmas redes todos são juízes, juízes da metade.
A propósito, desde que comecei a me especializar em Influência Digital pela PUCRS e me debrucei sobre o tema, pesquisas, escritos, me atentei para a chamada “Cultura da Metade”. Não lemos mais as matérias na sua integridade, mas na sua superficialidade. Aliás, imagino que já saímos da “Cultura da Metade”, para a “Cultura do um Quinto”. Fato: cada vez lemos ou somos menos lidos e, consequentemente, mais julgados por inverdades.
"Talvez estejamos caminhando para sermos apenas metade de nós mesmos, ao invés de sermos seres da totalidade: seres fracos e fortes; limitados e promissores "
Vinícius Figueira - Articulista
Fruto dessa abordagem são as chamadas “fake news”. Na minha visão, um nome bonito e de efeito para nomear as fofocas. Todas as fofocas são infundadas, ou fundadas na superficialidade das deduções, do “eu acho”, e das minhas convicções. Se antes a “notícia ruim” (fofoca) chegava rápido, hoje ela conta com o recursos velozes dos aplicativos de mensagens, montagens, adulterações para serem proferidas e proliferadas.
Assim, a função do jornal sempre foi questionada: vai continuar ou será suprimida com o advento da internet? O impressionante é que o papel do jornal não é o que está escrito em um jornal de papel, mas o serviço que é prestado pelo jornalismo, que nos dias de hoje tem assumido ainda mais sua função de apurar para dizer se é fato ou é fake.
Ainda assim, a força das redes sociais colocam em cheque esse serviço ganhando, muitas vezes, o honorífico de “jornal ou imprensa ideológica”. A verdade única é: receber as minhas convicções no aplicativo de celular é melhor do que as minhas contradições. Que tempos!
Sempre que me deparo com um cenário como esse, me pergunto e te faço perguntar: Para onde vamos? Será que estamos na Idade Mídia ou na Idade Média? Estamos progredindo ou regredindo? Para onde caminha a sociedade de “juízes pela e da metade”? Talvez estejamos caminhando para sermos apenas metade de nós mesmos, ao invés de sermos seres da totalidade: seres fracos e fortes; limitados e promissores.

Vinicius Figueira

É publicitário. Uma visão mais humanizada dos avanços tecnológicos e das próprias relações sociais tem destaque neste espaço. Escreve às quintas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Gabriela Sartório morreu após ser atropelada enquanto pedalava
Morre ciclista atropelada por motorista que confessou ter bebido em Vitória
Aplicativos sugerem investimentos, mas decisões podem ser influenciadas por taxas, comissões e algoritmos
O mercado não é seu amigo: quem ganha antes de você com seus investimentos
A WN7 é o primeiro modelo elétrico de grande porte da Honda.
Moto elétrica da Honda é premiada como melhor design de produto

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados