Fábio Luiz trata com orgulho o caminho que trilhou até a derrota na final dos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. O atleta do vôlei de praia, nascido em Marataízes, conquistou o segundo lugar na Olimpíada ao lado do parceiro Márcio Araújo. Com a medalha de prata no peito e o uniforme usado no dia 22 de agosto de 2008, Fábio Luiz relembra a final olímpica e conta o que espera da edição de Tóquio.
O ex-jogador de vôlei de praia passou pela quadra antes de pisar nas areias profissionalmente. Se mudou para Vitória para atuar pelo Álvares Cabral, antes chegou a jogar no Flamengo. Fábio foi campeão mundial em 2005, considerado o melhor bloqueio do Brasil por alguns anos e representou o Brasil em uma Olimpíada.
"A Olimpíada marca a história de um atleta. Gosto de valorizar cada conquista. Comecei nos jogos escolares, depois fui pro alto rendimento, até que cheguei na minha medalha olímpica. Tive derrotas e vitórias em todas as etapas. A Olimpíada é um evento com energia positiva. Fico feliz de ter passado por isso
"
Em uma campanha de sete jogos, foram cinco vitórias e duas derrotas - a segunda na final. Os brasileiros foram batidos pelos americanos Rogers e Dalhausser, por 2 sets a 1.
DOS JOGOS ESCOLARES À PRATA OLÍMPICA
A derrota foi o último jogo do capixaba em Jogos Olímpicos. Por conta de uma lesão, Fábio continuou a jogar profissionalmente, mas não se classificou para os Jogos de Londres em 2012.
AREIAS DO JAPÃO COM CAPIXABAS
Alison Cerutti e Bruno Schmidt já estão em Tóquio para a disputa da Olimpíada. Os dois, que moram no Espírito Santo, estão cada um com sua dupla: Alison com Álvaro e Bruno com Evandro. Eles vão estrear ainda nos primeiros dias dos jogos. Juntos, eles foram campeões na Rio 2016. Segundo Fábio Luiz, os dois capixabas têm qualidade para voltar a uma final olímpica.