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Após eliminação

Pia pede desculpas e diz que evolução do Brasil passa por físico e mental

Para além do pedido de desculpas, Pia Sundhage reconheceu que o volume ofensivo da seleção brasileira contra o Canadá deixou a desejar

Publicado em 31 de Julho de 2021 às 09:14

Agência FolhaPress

Publicado em 

31 jul 2021 às 09:14
A técnica sueca Pia Sundhage
A técnica sueca Pia Sundhage Crédito: Thais Magalhães/CBF
Derrotada por 4 a 3 nos pênaltis depois de empate sem gols com o Canadá nesta sexta-feira (30), a seleção brasileira de futebol feminino se despediu das Olimpíadas de Tóquio sem a chance de entrar na disputa por uma medalha.
Depois de sua primeira competição oficial como treinadora do Brasil, a sueca Pia Sundhage pediu desculpas aos torcedores em entrevista coletiva após a partida, ainda no Japão. "Estou muito triste. Desculpem por não termos chegado na semifinal. Tenho que voltar e fazer meu dever de casa para fazermos melhor na próxima vez", resumiu a treinadora, que é bicampeã olímpica pelos Estados Unidos (2008 e 2012) e medalhista de prata pela Suécia (2016).
Para além do pedido de desculpas, Pia reconheceu que o volume ofensivo da seleção brasileira contra o Canadá deixou a desejar: "Poderíamos ter aumentado nossa velocidade, nosso ritmo. Mas o Canadá nos venceu, e isso é sempre difícil. Talvez a gente pudesse ter feito mais no ataque, mas aí não teríamos sido tão boas na defesa. Para mim é um equilíbrio."
Ao longo da campanha nas Olimpíadas, o Brasil venceu China (5 a 0) e Zâmbia (1 a 0), e empatou com outras duas seleções favoritas, da Holanda (3 a 3) e do Canadá (0 a 0), no jogo eliminatório decidido nos pênaltis. É só a segunda vez desde que o futebol feminino entrou no programa olímpico, em 1996, que a seleção não foi para disputa de medalha, como ocorreu em Londres-2012. Os melhores resultados foram as medalhas de prata em Atenas-2004 e Pequim-2008.
Para Pia, a evolução do futebol brasileiro pensando em competições futuras passa por dois importantes pilares: "Se o Brasil quer estar no mais alto nível internacional, e nós queremos, há duas coisas: melhorar um pouco o condicionamento físico e a parte mental. Acho que temos um time coeso, mas ainda há espaço para melhorar na parte física e na parte mental para lidar com qualquer tipo de dificuldade."
Ainda não há amistosos divulgados para a sequência do trabalho de Pia Sundhage. A próxima competição é a Copa América, daqui a um ano, que dará vaga na Copa do Mundo da Austrália e da Nova Zelândia em 2023.

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