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Serraiá: onde a tradição encontra a memória da Serra

A Serra chegou a ter dezenas de grupos de quadrilha que reuniam centenas de moradores em prol da dança e da tradição, mantendo vivos esses costumes típicos

Publicado em 

06 set 2025 às 10:01

Publicado em 06 de Setembro de 2025 às 13:01

Concurso de Quadrilhas da Serra
Concurso de Quadrilhas da Serra Crédito: Ranieri Aguiar
  • Tiago Maia

    É curador do Serraiá, formado em Administração de Empresas, com pós-graduação em Licitações e Contratos Administrativos
Carrego comigo uma história que pulsa desde 1991: a paixão pelas quadrilhas. Já tive a honra de julgar concursos de quadrilhas em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Brasília e tantos outros estados. Cada experiência me fez compreender ainda mais a grandiosidade dessa cultura que não se limita a um palco: ela é identidade, é memória e é vida. E, na cidade da Serra, a mais populosa do Espírito Santo, o sentimento é diferente.
Lá em 1977, a Serra viveu uma explosão de quadrilhas que transformou a cidade no verdadeiro berço do movimento junino capixaba. Nossos maiores marcos eram as classificatórias do Associação Serrana de Arraiás (ASA), sempre nos dois primeiros finais de semana de junho, e o inesquecível Festival do Mestre Álvaro, que lotava nossas ruas e praças, fazendo a festa durar do meio-dia até o amanhecer do dia seguinte.
Por ser a cidade mais ao Norte da Grande Vitória, a Serra foi a porta de entrada para muitos imigrantes nordestinos, vindo sobretudo da Bahia. Esse movimento teve muita força em meados do século passado, o que ajudou na disseminação da cultura junina no município. A Serra chegou a ter dezenas de grupos de quadrilha que reuniam centenas de moradores em prol da dança e da tradição, mantendo vivos esses costumes típicos.
Falar do movimento junino na Serra é falar de mim, da minha história e da nossa alma coletiva. Durante muito tempo, fomos referência, irradiando cultura para todo o Espírito Santo. Hoje, com o Serraiá Supermercados BH, sinto que reacendemos essa chama, trazendo de volta a força e a intensidade que ela merece.
Lembro com emoção da época em que mais de 40 grupos se apresentavam apenas em nosso município. Recordo da ASA, conduzida pelo inesquecível Beazute, e do Arraiá Serra Pelada, que nos ensinou que a quadrilha não é só dança: é vida, é pertencimento, é comunidade. Essas memórias me inspiram a lutar diariamente pela valorização dessa arte que tanto nos define.
O Serraiá cumpre uma missão maior do que qualquer premiação. Ele resgata grupos que já não saíam às ruas, fortalece novos coletivos que surgem cheios de coragem e entrega, e nos devolve a alegria de viver momentos únicos com família e amigos. Porque quem enxerga além do espetáculo sabe: a quadrilha é história, é luta, é união.
Tenho orgulho de afirmar que o Serraiá Supermercados BH se consolidou como o maior festival de quadrilhas juninas do Espírito Santo. Mas, mais do que títulos, o que ele representa é esperança. Esperança de ver nosso povo quadrilheiro valorizado, esperança de que novas gerações reconheçam que essa tradição é um patrimônio cultural inestimável.
Para mim, o Serraiá nunca foi apenas um concurso. Ele é um ato de amor à cultura popular, um abraço coletivo, um espaço onde cada passo dançado se transforma em poesia viva.

Serviço

Grande final 
  • Dias 5, 6 e 7 de setembro
  • Praça Encontro das Águas – Jacaraípe
  • Shows, comidas típicas, atrações para toda a família e a grande final do Serraiá
  • Entrada gratuita
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