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Direitos Humanos

Perspectiva para 2019: não desistir de ser feliz

É necessário redescobrirmos dentro de nós a humanidade, sensibilidade e compassividade que fomos perdendo

Publicado em 29 de Outubro de 2018 às 18:28

Públicado em 

29 out 2018 às 18:28

Colunista

Seja nos sentando em um banco de praça e olhando as pessoas que passam, seja aprendendo a respirar fundo durante nossas conversa. Em todos esses lugares podemos buscar inspiração para a pacificação. Crédito: Pixabay
Patrícia Neves*
Pensar o que será o Brasil a partir de 2019. Um grande desafio a ser realizado por quem enxerga o mundo sem lentes ou tons cor-de-rosa. Um país literalmente dividido, uma sociedade esgarçada por opiniões divergentes. Vivemos tempos tristes. Sombrios. Esquecemos o anseio pelos sonhos e porvir. Nos deparamos com o abismo de Nietzsche e lutamos diariamente para não sermos engolidos por ele. Se não vivemos a tsunami de violência que nos cerca dela tomamos conhecimento em tempo real – assaltos, fuzis, meninos soldados, zumbis humanos, insegurança... Vivemos o medo. Sobrevivemos à dor.
Todos os dias penso na citação que marcou minha vida para sempre (torno público que conhecer pessoalmente o autor é meu sonho): “O que mais dói na miséria é a ignorância que ela tem de si mesma. Confrontados com a ausência de tudo, os homens abstêm-se do sonho, desarmando-se do desejo de serem outros. Existe no nada essa ilusão de plenitude que faz parar a vida e anoitecer as vozes.” (Mia Couto, in Vozes Anoitecidas).
 E todos os dias penso que sobrevivo à miséria financeira, mas não sobrevivo à miséria de conexões “miseráveis”. Sobrevivo à fome, mas não sobrevivo ao desamor. E mesmo quando a dor que me apresentam é tão grande que dói em mim fisicamente, embarga a garganta e de falante me vejo lacônica (essa vai para meu cartório, especialmente Gustavo) recordo a “missão” que assumimos: buscar a paz!
Nesse grande processo que me foi permitido pelo Tribunal de Justiça do Espírito Santo redescobrimos dentro de nós a capacidade de solucionarmos os conflitos que nos cercam, seja pela mediação, seja pela comunicação não violenta, seja pelos círculos de construção de paz. Tecnicamente, Métodos Adequados de Solução de Conflitos. No Espírito Santo, através do Programa Reconstruir o Viver que, paralelo aos serviços prestados pelo NUPEMEC, busca levar à sociedade essa consciência de ser possível cultivar a paz.
É necessário redescobrirmos dentro de nós a humanidade, sensibilidade e compassividade que fomos perdendo. Seja nos sentando em um banco de praça e olhando as pessoas que passam, seja aprendendo a respirar fundo durante nossas conversas, seja pisando o “chão sagrado” das escolas. Em todos esses lugares podemos buscar inspiração para a pacificação. Podemos buscar nossa própria reconciliação nacional.
Nossas crianças e adolescentes são nosso mais precioso exemplo porque, ensinados sobre as possibilidades de paz, a propagam sem pudores ou entraves, simplesmente pacificam! Só posso desejar a todos e cada um o reencontro com o mais humano que existe dentro de si quando confrontados com o diferente. Mesmo que o diferente seja formado por pessoas violentas que nos acuem e incomodem, porque o direito que nego a outro é o direito que nego a mim. E desejar que todo o conhecimento nos faça desaguar naquilo que realmente importa: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana.” (Carl Jung)
UBUNTU a todo esse imenso país! “Sou, porque somos todos!”.
*A autora é juíza, coordenadora das Varas da Infância e da Juventude do Estado

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