O suspeito de matar o dentista Edgleyson Abrão da Silva, em São Mateus, no Norte do Espírito Santo, senta no banco dos réus nesta sexta-feira (3). O julgamento de Almando Batista Vieira Junior pelo júri acontece no Fórum Desembargador Santos Neves.
O crime ocorreu no dia 18 de novembro de 2023. Na ocasião, a Edgleyson e Almando voltavam de um bar, no carro da vítima, em São Mateus. O corpo do dentista, que tinha 28 anos, foi encontrado dois dias depois.
O inquérito da Polícia Civil apontou que Edgleyson foi morto com um disparo na cabeça dentro de seu carro, que foi encontrado carbonizado em outro município, numa área de restinga na região de Meleiras, em Conceição da Barra. Uma semana depois, Almando foi preso e confessou o crime na Delegacia de São Mateus, alegando que teria discutido com a vítima.
De acordo com a denúncia do Ministério Público do ES, Almando responde por homicídio qualificado por motivo fútil, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima. Além disso, responde por fraude processual, ocultação de cadáver e porte ilegal de arma de fogo.
Em frente ao fórum, amigos e familiares de Edgleyson esperaram o ínicio do júri com faixas pedindo justiça. "Muita gente fala que quem mora na periferia não tem como crescer, ter uma faculdade. Ele [Edgleyson] conquistou e o rapaz [o réu] fez isso com ele. Queremos justiça", disse a amiga da vítima, Edneuza da Silva, em entrevista à TV Gazeta.
Higor Oliveira, advogado de defesa, diz que o acusado agiu em legítima defesa. "Com as provas que estão nos autos desde o começo, provaremos que ele agiu em legítima defesa. No local, no momento do crime, só estavam os dois. Então, tudo que foi falado e veiculado são falácias sem base legal", afirmou.
Segundo o Ministério Público, estava prevista a escuta de três policiais civis, uma testemunha da defesa e a mãe do réu. Porém, a mãe teria passado mal e não compareceu ao fórum.
Dentista foi morto com tiro dentro do carro
Edgleyson Abrão da Silva, que tinha 28 anos, foi encontrado morto, com um tiro na cabeça, no dia 20 de novembro de 2023. Segundo o inquérito da Polícia Civil, o disparo foi feito por Almando Batista Vieira Junior, dentro do carro da vítima, dois dias antes. Os dois voltavam juntos de uma festa e teriam discutido.
Em entrevista para a TV Gazeta em 2023, o pai do dentista, Edson da Silva, disse que seu filho e o acusado eram namorados e se relacionavam há cerca de um ano e meio quando o crime aconteceu. À polícia, entretanto, Almando teria falado que a relação era de amizade, e não de namoro, e que o desentedimento foi motivado por uma suposta paixão não correspondida da vítima por ele.
Errata
O crime aconteceu na cidade de São Mateus, e não em Conceição da Barra, como publicado anteriormente.