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Investigação

Empresária pode ter sido morta por vingança ou briga em Cachoeiro, diz delegado

Enteado de 26 anos é o principal suspeito e segue foragido; polícia investiga se crime ocorreu após agressão ou por possível acerto de contas

Publicado em 18 de Maio de 2026 às 14:11

Beatriz Caliman

Publicado em 

18 mai 2026 às 14:11
Titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro, Felipe Vivas
Titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro, Felipe Vivas Andrade Ribeiro/ TV Gazeta Sul

A Polícia Civil investiga a motivação do assassinato da empresária Flaviana Granzieiri, de 46 anos, ocorrido na noite da última sexta-feira (15), no bairro Gilson Carone, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo. O principal suspeito do crime é o enteado da vítima, de 26 anos, que ainda não foi localizado.


Segundo o titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cachoeiro, delegado Felipe Vivas, duas linhas de investigação são consideradas: vingança ou uma discussão entre a vítima e o suspeito.


“O caso é tratado como um crime bárbaro. Trabalhamos com duas possibilidades: uma de vingança, a partir de informações já colhidas, e outra de que o crime teria ocorrido após uma agressão, em que a vítima teria desferido dois tapas no rosto do suspeito. Ele teria ido até a casa, retornado armado e efetuado os disparos”, afirmou o delegado em entrevista ao repórter Matheus Passos, da TV Gazeta Sul.


Flaviana foi morta com três tiros. Ela trabalhava com o marido em um restaurante no mesmo bairro onde ocorreu o crime.

Empresária Flaviana Granzieiri, de 46 anos
Empresária Flaviana Granzieiri, de 46 anos Arquivo da família

De acordo com a Polícia Civil, a Polícia Militar realizou diligências no dia do homicídio na tentativa de localizar o suspeito, mas ele não foi encontrado. Como não houve prisão em flagrante, a corporação agora depende de decisão judicial para solicitar a prisão temporária ou preventiva do investigado.


“A equipe da DHPP está reunindo elementos para apresentar à Justiça um inquérito consistente, com provas materiais e periciais, para esclarecer o que de fato aconteceu”, disse o delegado.


A polícia também apura se houve participação de outras pessoas no crime e reforça que a população pode colaborar com informações, inclusive imagens de câmeras de segurança, por meio do Disque-Denúncia 181.

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