O incêndio que matou quatro trabalhadores em um alojamento em Vila Valério, no Noroeste do Espírito Santo, começou de modo acidental, aponta Polícia Civil. Segundo a Polícia Civil, o acidente foi causado por uma combinação de álcool armazenado no dormitório e uma fonte de ignição, como um isqueiro.
Em entrevista à TV Gazeta nesta quarta-feira (22), o delegado Erick Esteves, da Delegacia de Jaguaré, afirmou que o álcool que estaria sendo consumido pelas próprias vítimas alimentaram as chamas.
O acidente ocorreu em 5 de maio em uma zona rural do município. Segundo o delegado, foram encontradas garrafas PET com bebidas alcoólicas nos dormitórios que eram consumidas pelas vítimas no local. A principal hipótese é a de que uma centelha, gerada por um isqueiro ou instrumento similar, teria dado origem ao fogo.
"Não há como a Polícia Civil imputar ao proprietário da fazenda qualquer responsabilidade penal porque não houve nenhuma falta de dever objetivo de cuidado com relação ao dono. Infelizmente, foi uma causa acidental que ocorreu no próprio dormitório", explica o delegado.
Ele acrescenta que responsabilidades trabalhistas e administrativas do caso são investigadas pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Mateus. O relatório policial foi enviado ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), mas o órgão alega não ter localizado no sistema.
Vítimas eram da Bahia e trabalhavam na colheita de café
Os quatro trabalhadores que morreram no incêndio eram do povoado de Curral Novo, no município de Barra, no oeste da Bahia, e estavam no Espírito Santo para trabalhar na colheita de café.
Eles foram identificados como Milton Neves, de 48 anos; Aldino Alves Almeida, de 31; Gildeson Gama Leite, de 30; e Ilmar Gama, de 31 anos. As vítimas foram socorridas e levadas de helicóptero ao Hospital Estadual Dr. Jayme dos Santos Neves, na Serra, mas não resistiram aos ferimentos.