De um protótipo escolar para uso racional da água ao uso de abelhas como bioindicadoras de qualidade, esses são alguns dos cinco projetos vencedores da etapa Grande Vitória do Prêmio Biguá de Sustentabilidade. Agora o projeto entra na fase de disputa estadual, com votação popular aberta até 23 de novembro.
A cerimônia foi realizada na última sexta-feira (7), no auditório da Rede Gazeta, em Vitória, e marcou o encerramento das etapas regionais da premiação. Criado para dar visibilidade a boas práticas sustentáveis no Espírito Santo, o Prêmio Biguá contempla as categorias: produtor rural, escola, empresa, poder público e sociedade civil.
Conheça os vencedores:
Reciclagem com inclusão social
Na categoria Empresa, o projeto Reciclo, da Vale S.A., foi o vencedor. A iniciativa fortalece a operação e gestão de 11 associações de catadores, ampliando a coleta seletiva na Grande Vitória e ao longo da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Em 2024, foram recicladas cerca de 2,77 milhões de garrafas plásticas. A produtividade das associações aumentou 78%, e a coleta de garrafas PET cresceu 77%.
Tecnologia aplicada ao campo
Representando as “Escolas”, venceu o projeto Agrotech: a irrigação e suas múltiplas tecnologias, da EMEF São Sebastião, em Santa Maria de Jetibá. Voltado para estudantes do 6º ao 9º ano, filhos de agricultores familiares, o projeto desenvolveu um sensor de umidade do solo como solução prática para a agricultura local. A iniciativa uniu educação, sustentabilidade e tecnologia, promovendo protagonismo entre os jovens.
Tecnologia contra o desmatamento
O projeto Central de Monitoramento de Florestas (CMF), do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (IDAF), levou o prêmio na categoria “Poder Público”. A iniciativa modernizou o combate ao desmatamento ilegal com o uso de imagens de satélite diárias, drones e sensoriamento remoto de alta resolução. O sistema permite ações de fiscalização mais rápidas, precisas e preventivas.
Lavoura como ecossistema
Na categoria “Produtor Rural”, venceu o projeto Adubando com vida, da empresa cafeicultora Condado da Montanha, de Alfredo Chaves. A produção de café é 100% livre de agrotóxicos e adota práticas regenerativas e de reaproveitamento de resíduos. O uso de microrganismos eficientes reduziu em 80% a incidência de broca e transformou a lavoura em um ecossistema vivo e sustentável.
Abelhas como bioindicadores
O projeto Abelhas S.A. conquistou o primeiro lugar na categoria “Sociedade Civil”. A iniciativa promove práticas agrícolas sustentáveis com uso de abelhas como bioindicadores de qualidade socioambiental. Já são 216 produtores familiares integrados à rede em 13 municípios - 12 no Espírito Santo e um em Minas Gerais - beneficiando diretamente 628 pessoas.
Projeto avança para etapa estadual
A próxima etapa do Prêmio Biguá é estadual, com votação aberta ao público até 23 de novembro. Os vencedores serão definidos por meio de votação no site de A Gazeta. Clique aqui para votar.