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Assédio e racismo

Trabalhadores de pedágio em Itapemirim reclamam de desrespeito de motoristas

As ofensas ocorrem principalmente com as operadoras nas cabines e atendentes que transitam nas praças; número de casos insultos aumentou nos últimos meses, de acordo com a Eco101

Publicado em 22 de Março de 2024 às 15:07

Beatriz Caliman

Publicado em 

22 mar 2024 às 15:07
Assédio, injúria e até racismo. Esses são algumas das reclamações dos funcionários da concessionária Eco101, responsável por administrar a BR 101 no Estado, vítimas desses tipos de crime enquanto trabalham nas praças de pedágio da via. Por conta da atitude de alguns motoristas, a empresa está em campanha em busca de mudança de comportamentos desses condutores.
Camila Schaidegger, que trabalha no local, conta emocionada as ofensas que recebeu recentemente. “Seu lugar não é aqui, você é uma preta, você é uma macaca, você não é um ser humano, é um lixo. Enfim, eu não consigo falar sem me emocionar, porque é triste”, disse a operadora em entrevista à repórter Bruna Hemerly, da TV Gazeta Sul.
A história lamentável aconteceu durante um dia de trabalho da Camila, que é operadora numa praça de pedágio da BR 101. As ofensas foram ditas por um motorista enquanto aguardava a liberação da placa de outro veículo.
A atitude de outros condutores diante da cena também é lembrado pela operadora que foi ofendida. “Os outros caminhoneiros que estavam atrás, desceram dos caminhões. Eles foram para cima dele, e ele simplesmente acelerou o caminhão e gritou sua macaca, seu lixo, saí daí, seu lugar não é aí não. Os caminhoneiros me abraçaram e falaram você é linda, não leve isso para o coração, o lixo é ele. Fico me perguntando por que”, contou Camila.
Trabalhadores de pedágio em Itapemirim reclamam de desrespeito de motoristas
Trabalhadores de pedágio em Itapemirim reclamam de desrespeito de motoristas Crédito: Filipe Vargas
A empresa responsável pela rodovia tem percebido um aumento em ocorrências desse tipo. Segundo o coordenador de RH da Eco101, Cristiano Tavares, as abordagens inadequadas aumentaram.
“Desde o início sempre teve, mas de uma forma menor, mas começou a aumentar. Foi aí que paramos para segurar isso e tentar minimizar esse impacto o máximo possível. Formamos uma equipe com nosso programa Conte Conosco, onde a gente apoia na parte psicológica e jurídica, para dar esse apoio mesmo no dia a dia para os colaboradores”, disse Tavares.

Penalidades

Além do constrangimento e da ofensa, assédio é crime, independente do tipo. Uma ferramenta que ajuda a polícia são as imagens registradas pela câmera de segurança que gravam todas as placas e o condutor.
A advogada Luanna Figueira explica as penas que as pessoas podem sofrer ao cometer este tipo de agressão. “Essas pessoas que sofrerem assédio e racismo podem entrar com processos criminais e civis na ordem de indenização. A pessoa pode responder de 2 a 5 anos, além de multa na esfera criminal e indenização”, afirma.
Com informações de Bruna Hemerly, repórter da TV Gazeta Sul 

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