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Impunidade

Relembre crimes sem solução que desafiam a polícia no ES

O Gazeta Online reuniu casos ainda sem respostas, que ganharam destaque no Espírito Santo em 2017 e 2018

Laila Magesk

Editora-adjunta

lmagesk@redegazeta.com.br

Gazeta Online

Publicado em 27 de Junho de 2018 às 11:57

Publicado em

27 jun 2018 às 11:57
Onze casos diferentes e dois pontos em comum: a falta de solução e a dor das famílias. Algumas mortes estão com investigações mais avançadas, outras continuam sem novidades. Depois de mostrar o sofrimento da mãe do estudante Jean Pierre Otero Lazzari - morto por um policial militar na manhã de Natal do ano passado - e que a morte da médica Jaqueline Colodetti continua sob investigação da polícia, o Gazeta Online reuniu outros casos ainda sem respostas, que ganharam destaque no Espírito Santo em 2017 e 2018. 
Em 24 de março do ano passado, o assassinato dos universitários Fábio Silveira Costa, de 23 anos, e Matheus de Oliveira Mauad, de 24, após saírem da academia em Vila Velha, chocou o Estado. Praticamente um ano depois, na madrugada do dia 25 de março deste ano, mais dos jovens perderam a vida: os irmãos Ruan, 19, e Damião Reis, 22, executados com mais de 40 tiros no Morro da Piedade, em Vitória. 
De todas as histórias selecionadas pelo Gazeta Online, a investigação sobre a morte do jovem Jean é a que está mais perto de ser concluída. Segundo o delegado Ricardo Almeida, da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV), até esta sexta-feira (29) o inquérito será encerrado. "O caso do Jean está praticamente concluído", disse ao Gazeta Online. Reveja os casos:
2017
1 - FEVEREIRO | PRESIDENTE DE SINDICATO
O presidente do Sindicato dos Rodoviários de Guarapari (Sintrovig), Wallace Belmiro Fornaciari, 49, conhecido como Barão, foi encontrado morto a tiros dentro do carro, na manhã de 9 de fevereiro de 2017, durante a greve da Polícia Militar, próximo à garagem da Viação Sanremo, no bairro Alvorada, em Vila Velha. Segundo a Guarda Municipal da cidade, o crime pode ter acontecido na madrugada, entre 3h e 3h30.
De acordo informações do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa, Barão levou dois tiros na cabeça, à queima-roupa, do lado direito. Ele estava no banco do motorista do próprio carro, um Volkswagen Voyage prata.
Para a polícia, provavelmente, o atirador estava dentro do veículo, junto dele, pois não tem nenhuma marca de tiro do lado de fora do automóvel. Além disso, a única porta que estava destrancada era a do carona.
Colegas de trabalho disseram que Barão era presidente do sindicato por pelo menos 5 anos e que estava saindo de casa nos últimos dias nesse mesmo horário para ir a Guarapari impedir os rodoviários de circular, por conta da insegurança.
Familiares contaram que Barão era uma pessoa tranquila, não vinha recebendo ameaças e que participava da igreja. Eles souberam do crime, que aconteceu a cerca de 500 metros da residência deles, por meio de um amigo, por volta das 8h30. Wallace Barão deixa esposa e dois filhos.
SITUAÇÃO ATUAL 
O caso segue sob investigação da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Vila Velha.
2 - MARÇO | AMIGOS ASSASSINADOS 
Em março deste ano, o Gazeta Online publicava: "Um ano após o assassinato dos universitários Fábio Silveira Costa, de 23 anos, e Matheus de Oliveira Mauad, de 24, a polícia afirma que ainda não há novidades sobre quem matou os estudantes e o porquê do crime. Os amigos foram assassinados no dia 24 de março de 2017, no bairro Cocal, em Vila Velha, após saírem de uma academia de carro".
O crime aconteceu por volta das 23h30, quando o estudante de Engenharia do Petróleo Matheus Mauad e o calouro de Direito Fábio Costa estavam dentro de um carro modelo Agile prata, na Rua 13, em frente à casa onde Matheus morava com a família. De acordo com testemunhas, os dois tinham acabado de sair da academia no carro de Fábio. Ele parou para deixar o Matheus e depois seguiria para casa, na Rua 12, paralela ao local onde o amigo morava.
O suspeito vestia um moletom de cor preta com capuz sobre a cabeça e bermuda. Ele chegou a pé, parou ao lado da porta do carona, sacou a arma e atirou.
Em abril, um mês depois do crime, o delegado Ricardo Almeida disse que nenhuma das vítimas possuía envolvimento com o tráfico de drogas e que o alvo principal do atirador deveria ser Fábio, pois o estudante de Direito foi baleado primeiro e, na tentativa de se proteger, saiu do carro e correu para a garagem da casa do amigo. Ele foi perseguido pelo bandido e levou mais tiros.
Seis meses após o crime, o delegado afirmou que não havia qualquer avanço concreto da polícia nas investigações. "Não há novidade nesse caso, segue tudo como antes, sem informações novas sobre a motivação ou o responsável pelo crime", disse, na época.
Para os familiares da vítima, se já era difícil lidar com a perda, fica pior ainda com a demora nas investigações. Thiago Mauad, de 29 anos, irmão de Matheus, afirmou que aguarda o empenho das autoridades.
"A gente fica arrasado porque passou um ano e estamos sem respostas. Para nós, a cada dia que passa é uma dor em dobro. Dor de ter perdido Matheus e dor de sempre procurar a polícia e ouvir que não há novidade. O caso repercutiu em todo Brasil, dois universitários sem histórico criminal ou de brigas assassinados covardemente, mas nunca vimos o secretário da segurança se pronunciando", lamentou na ocasião. 
Outra família que teve a rotina abalada e sofre com a falta de respostas é a de Fábio Silveira Costa, de 23 anos. A irmã dele, Bruna Costa, de 28 anos, falou como foi o último ano para a família.
"É difícil até de falar sobre isso. Minha mãe é a mais abalada até hoje. Temos procurado ocupar a cabeça e esperamos uma resposta da polícia, o que está demorando. Mas tenho esperanças que os criminosos serão encontrados. Não existe crime perfeito", afirmou.
SITUAÇÃO ATUAL 
O caso segue sob investigação da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Vila Velha.
3 - MAIO | CRIME NA PRAIA DO CANTO
João Batista de Amorim levou cinco tiros, sendo três no rosto e dois no braço esquerdo, e acabou morrendo na esquina das ruas Desembargador Sampaio e Eugênio Netto, por volta das 11h10 de 4 de maio de 2017, na Praia do Canto. João era dono de uma padaria na Serra. 
O crime chocou os moradores do local. Houve correria no momento dos disparos e muita gente chegava para almoçar nos restaurantes que funcionam na região. Segundo pessoas que estavam no local no momento do crime, João conversava com outro homem, que seria o atirador, momento em que ele sacou um revólver.
Testemunhas ainda disseram que outras duas pessoas estariam acompanhando o executor, informação ainda não confirmada pela polícia.
Após tentar correr do criminoso, João caiu em cima da calçada e foi executado ali mesmo. O atirador fugiu em seguida. 
Investigadores do Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), além de peritos criminais da Polícia Civil estiveram no local. Durante o trabalho de inspeção do corpo de João e no carro que ele utilizava, um Fiat Strada Adventure prata, foram encontrados R$ 1,7 mil em dinheiro.
SITUAÇÃO ATUAL
O caso segue sob investigação pela equipe da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Vitória.
4 - AGOSTO | COMERCIANTE DE CARIACICA
Um comerciante foi assassinado a tiros dentro do carro logo após sair de casa para ir comprar pão no bairro Santa Cecília, em Cariacica. O crime aconteceu por volta das 6h do dia 8 de agosto de 2017.
Francisco Martins de Menezes Filho, conhecido como Japão, 52 anos, foi morto com tiros na cabeça, braço e um de raspão no ombro. A mulher da vítima relatou que estava dormindo em casa quando ouviu o barulho dos tiros. Logo em seguida, o filho dela, um motorista de 27 anos, que estava saindo de casa para ir trabalhar, voltou correndo para avisar à mãe que algo tinha acontecido com o padrasto.
Quando foi para a frente de casa, a mulher viu o marido morto dentro do carro. Na ocasião, testemunhas relataram que viram durante quatro dias um Corolla preto circulando pelas ruas do bairro, e que este mesmo veículo foi visto novamente na data do crime na região.
Segundo a polícia, a principal linha de investigação para o assassinato de Francisco, que tinha um açougue e também trabalhava como marceneiro, é agiotagem, e na semana da morte ele teria feito algumas cobranças a devedores. A mulher da vítima não admitiu que ele fazia agiotagem, mas confirmou que ele costumava emprestar dinheiro para parentes e amigos. 
Com a vítima foram encontrados R$ 1 mil em dinheiro e 50 cheques com valores altos. 
SITUAÇÃO ATUAL
O caso segue sob investigação pela equipe da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Cariacica.
5 - DEZEMBRO | MORTE NO NATAL
O estudante Jean Pierre Otero Lazzarini, 27 anos, foi morto na manhã de Natal, em uma confraternização no bairro Araçás, em Vila Velha. De acordo com um morador, que não quis ser identificado, após a ceia, é comum os moradores se reunirem na praça, com bebidas e caixas de som.
Era por volta de 7h quando a vítima, que estava, de acordo com a polícia, com uma arma na cintura, foi abordada por um policial que não estava fardado. Segundo o policial, Jean Pierre teria reagido a uma abordagem e, por isso, o PM teria atirado três vezes contra o jovem. Como os tiros foram nas costas, a família não acredita na versão dada pela polícia.
Durante o velório do Jean, a cunhada dele afirmou que existe uma outra versão para os fatos que aconteceram na manhã de segunda-feira (25). “Disseram que o carro do Jean bateu no carro do policial. O policial saiu do carro, começando uma confusão. Nessa hora o Jean virou de costas e saiu de perto”, contou Kelly Mata. Ainda segundo Kelly, depois da discussão, o PM teria saído da festa e, depois, retornado com alguns amigos, iniciando toda a confusão que terminou na morte de Jean.
Uma testemunha que estava no local e não quis se identificar disse que Jean teria caído ainda com vida no chão da pracinha, mas que o Samu demorou a ser acionado. A testemunha afirmou ainda que, devido à falta de socorro, Jean Pierre teria ficado na praça agonizando por cerca de 30 minutos.
SITUAÇÃO ATUAL
A Polícia Civil informa que o caso segue sob investigação da Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Vila Velha. Segundo o delegado da DCCV, Ricardo Almeida, até sexta-feira (29) o inquérito será encerrado. 
2018
6 - MARÇO | MOTORISTA ASSASSINADO
O motorista de aplicativo Luiz César Michel Paiffer Júnior, de 32 anos, morreu na manhã de 24 de março no Hospital São Lucas. Ele foi baleado na sexta-feira (23) dentro do carro em que trabalhava no bairro Jardim Botânico, em Cariacica.
Luiz César foi atingido por quatro disparos, que perfuraram os dois pulmões e acertaram o pescoço e o coração dele. Ele foi socorrido com vida por populares e levado para o Hospital São Lucas. O motorista chegou a ser operado, mas, por volta das 10h50 deste sábado, não resistiu aos ferimentos e morreu.
A esposa de Luiz César, que prefere não se identificar, conta que viveu com o marido por seis anos e que o crime chocou toda a família. Desde que souberam do atentado, eles ainda guardavam a esperança que a vítima pudesse se recuperar.
"Sempre que algum motorista de app sofria um crime ele ficava muito apreensivo, mas estava feliz por estar trabalhando. Como ele dirigia carro de terceiros, sonhava em juntar um dinheiro para comprar o próprio carro. Tinha três meses que ele estava no app. Foi uma covardia o que fizeram. A gente ficou desesperado, passamos a noite toda pedindo a Deus. Infelizmente aconteceu e agora vamos tentar continuar a levar a vida", afirmou.
Na época da publicação da reportagem, nenhum suspeito havia sido localizado pela polícia. O caso está sendo tratado como assassinato e será investigado pela Delegacia de Crimes Contra a Vida (DCCV) de Cariacica.
SITUAÇÃO ATUAL
O caso segue sob investigação pela equipe da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Cariacica.
7 - MARÇO | IRMÃOS RUAN E DAMIÃO
Mais um crime sem solução que chocou os capixabas. Dois irmãos de 19 e 22 anos foram assassinados na madrugada do dia 25 de março no Morro da Piedade, no Centro de Vitória, onde moravam. O caso aconteceu por volta de 0h50, quando quatro homens armados, sendo dois com touca ninja e colete, invadiram o quintal da casa dos dois irmãos perguntando "cadê o patrão".
Ruan Reis, 19 anos, respondeu que não sabia quem eles estavam procurando e tentou conversar. Os criminosos, que simulavam ser policiais pelo linguajar, disseram que o jovem deveria sair com eles para conversar e ser revistado. Ruan obedeceu a ordem e saiu com eles de casa.
Ao perceber que o irmão foi abordado, o pedreiro Damião Marcos Reis, de 22 anos, que fazia trabalhos sociais dando aulas de capoeira no Morro da Piedade e era passista da escola de samba Piedade, foi atrás do grupo pedindo que não levassem o irmão. Nesse momento, Damião foi surpreendido por vários disparos. Damião foi morto no dia do aniversário do filho.
De acordo com a polícia, foram mais de 60 disparos. A perícia encontrou 22 perfurações no corpo de Ruan e 20 no corpo de Damião. No local foram encontradas mais de 60 cápsulas de calibre 380, .40 e 9mm.
A mãe das vítimas, visivelmente abalada, precisou ser amparada e socorrida para o Pronto-Atendimento da Praia do Suá por parentes e amigos. A família, com muito medo, não quis dar entrevista.
Amigos, que preferiram não se identificar, disseram que os dois irmãos eram boas pessoas, conhecidas pelos projetos sociais e também pela escola de samba. Eles classificaram o crime como "covardia" e não entendem o motivo.
De acordo com a Polícia Militar, nenhum dos dois irmãos tinha passagem. Porém, eles têm um irmão preso por tráfico de drogas e ainda não se sabe se isso tem relação com o duplo homicídio.
SITUAÇÃO ATUAL
O caso segue sob investigação da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Vitória.
8 - ABRIL DE 2018 | CASO KAROLAINE
A estudante Karolaine do Rosário Matos, de 18 anos, atingida por uma bala perdida durante um confronto entre policiais militares e criminosos no bairro Porto Novo, em Cariacica, morreu na tarde do dia 3 de abril. Ela estava internada em estado grave no Hospital São Lucas, mas acabou não resistindo ao ferimento. A informação sobre a morte da jovem foi confirmada por familiares.
A vítima foi ferida na testa e a bala estava alojada no crânio. De acordo com familiares, Karolaine estava na Rua Evangélica, antigo Morro do Quiabo, observando a movimentação que ocorria a cerca de 300 metros na rua principal do bairro em frente à EMEF Padre Gabriel Maire (CAIC).
"De repente, começou a subir um monte de gente correndo e ouvimos disparos. Foi aí que vimos a Karolaine caída na frente de casa, com um tiro na cabeça. Pegamos o carro e fomos direto para o PA de Alto Lage e de lá eles transferiram ela para cá (no São Lucas)", contou a estudante Sabrina Rodrigues, de 25 anos, prima de Karolaine.
De acordo com ela, a vítima cursava o Ensino Médio e tinha um filho de um mês. "Nossa família está completamente desestruturada", desabafa Sabrina.
O namorado da jovem, Whagneston Vieira da Fonseca, de 18 anos, conta que ficou bastante abalado ao receber a notícia de que Karolaine havia sido baleada.
"A avó dela me ligou ontem à noite avisando que ela tinha sido baleada na cabeça. É um momento muito difícil, nosso filho tem um mês, ainda estamos muito abalados. Não dá pra acreditar no que está acontecendo. Estava tendo manifestação desde o inicio da noite, mas tinha gente na rua na hora que ela levou o tiro", afirmou, aos prantos.
SITUAÇÃO ATUAL
O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher.
9 - ABRIL | MÉDICA JAQUELINE COLODETTI
O carro da cardiologista Jaqueline Colodetti foi encontrado no dia 3 de abril abandonado em cima da Ponte do Rio Jucu, em Viana. A partir daí, polícia e família começaram as buscas na tentativa de achá-la com vida. O caso ganhou repercussão nacional e uma campanha foi feita na internet em busca de pistas sobre o paradeiro de Jaqueline.
Um caminhoneiro chegou a ligar para a família falando que tinha dado carona para uma mulher com características parecidas com as dela na Bahia, mas no dia 15 do mesmo mês um corpo foi encontrado por um proprietário rural, agarrado entre galhos e pedras no rio, que faz limite entre os municípios de Marechal Floriano e Domingos Martins, Região Serrana do Espírito Santo.
O corpo foi retirado da água por uma equipe do Corpo de Bombeiros e levado para o Departamento Médico Legal (DML), em Vitória. Ainda na noite de domingo, familiares foram ao departamento, porém, a identificação visual era inviável devido ao adiantado estado de decomposição.
A polícia informou que a roupa descrita por testemunhas que viram a médica andando, às margens da ES 262, era semelhante à que estava no corpo: sutiã e calça jeans. No corpo também foram encontrados brincos, aparelho ortodôntico e prótese de silicone nos seios.
Na manhã do dia 16 de abril, parentes levaram exames odontológicos e registros médicos para o Departamento de Identificação da Polícia Civil. A comparação dos registros da arcada dentária e da identificação das próteses mamárias que a médica possuía permitiram aos peritos constatarem que se tratava de Jaqueline. A família foi comunicada, acompanhou o processo de identificação e liberou o corpo no final da tarde. No dia 17 de abril, o corpo da médica foi sepultado.
SITUAÇÃO ATUAL 
Dois meses depois de a médica Jaqueline Colodetti, 50 anos, ter sido encontrada morta no Rio Jucu, na Região Serrana do Estado, o inquérito policial sobre o caso ainda não foi concluído. De acordo com informações da Polícia Civil, as investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Mulher (DHPM). A Polícia Civil ressaltou que "outras informações não serão repassadas para não atrapalhar a apuração dos fatos".
10 - MAIO | MORTO INDO TRABALHAR
O operador de pátio Thiago Alves, 29 anos, foi assassinado com um tiro na cabeça durante um assalto na manhã do dia 4 de maio em Enseada de Jacaraípe, na Serra, quando estava a caminho do trabalho em uma siderúrgica do município.
De acordo com informação da Polícia Civil, Thiago Alves morreu durante uma troca de tiros entre um policial militar da reserva com um dos assaltantes. O militar estava no local acompanhando o filho, que esperava o ônibus para ir trabalhar, quando uma dupla de assaltantes rendeu a vítima e mais dois amigos, por volta das 4h40.
O militar estava dentro do carro e esperava o momento do filho embarcar no ônibus e seguir para o trabalho. Rotina que está acostumado a fazer todos os dias. Os bandidos estavam em uma caminhonete S10, com restrição de furto e roubo, segundo a Polícia Civil.
Primeiro eles renderam um dos colegas da vítima, foi quando o militar aposentado viu a cena e saiu do carro para abordar e dar voz de prisão aos criminosos. No momento em que o suspeito ia abordar Thiago, ele percebeu a aproximação do ex-policial e houve uma troca de tiros entre os dois.
Thiago acabou baleado na cabeça e um dos assaltantes, que ainda não foi identificado, levou um tiro no peito. Mesmo ferido, o assaltante conseguiu correr até a caminhonete, onde o comparsa o aguardava ao volante, e os dois fugiram do local.
Momentos depois, o ladrão foi encontrado morto, abandonado junto com a caminhonete, no bairro Residencial Jacaraípe. O comparsa não foi localizado. O veículo foi levado para o Departamento Especializado de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Vitória. Na época, a Polícia Civil informou que a ocorrência e o veículo seriam encaminhados para a 3ª Delegacia Regional, em Laranjeiras, na Serra.
SITUAÇÃO ATUAL
O caso segue sob investigação da Divisão Especializada de Repressão aos Crimes Contra o Patrimônio.
11 - MAIO | PORTUÁRIO ENCONTRADO MORTO
O corpo do portuário Sallailes Tavares Santos, de 60 anos, foi encontrado em um área de restinga, em Itaparica, Vila Velha, na tarde de 7 de maio, por volta das 15 horas. Ele estava com uma marca de tiro na lateral da cabeça. A vítima estava desaparecida desde o dia 5, quando saiu de casa, no bairro Ataíde, e não voltou mais. Ao Gazeta Online, a irmã dele, Silvia Tavares, confirmou que o corpo era do irmão.
Segundo a polícia, ele foi encontrado por um ciclista que passava pelo local. A área é de difícil acesso e fica a aproximadamente dois quilômetros de estrada de chão.
O portuário desapareceu após sair de casa em Ataíde, Vila Velha, por volta de 14 horas de sábado (05). Sallailes Tavares Santos, 60, saiu de casa dizendo que voltava logo, mas não foi mais visto. Na tarde de domingo (06) a família recebeu novas informações: o carro dele, uma Hilux prata, foi achado pela polícia em Viana, em uma estrada de terra próximo ao Complexo Penitenciário de Xuri.
A irmã de Sallailes, Marcely Santos, relatou à reportagem do Gazeta Online que a esposa do irmão foi a última pessoa a vê-lo. O portuário morava em Ataíde com a mulher e duas filhas.
A família afirmou, também, que Sallailes nunca desapareceu anteriormente e não costumava ir a Viana. Segundo informações passadas pela polícia à família, os aparelhos de DVD e a bateria do veículo foram levados. A chave do carro foi encontrada em um matagal próximo.
SITUAÇÃO ATUAL
O caso segue sob investigação da Delegacia de Crimes Contra a Vida de Vila Velha.
(Com informações do Gazeta Online, do Jornal A Gazeta e da Polícia Civil)

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