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“No rádio, a gente troca coisas com pessoas que a gente nem conhece”, dizem jornalistas da CBN Vitória

Fernanda Queiroz e Adalberto Cordeiro conversaram com alunos do 28° Curso de Residência em Jornalismo. Para eles, tragédia com a menina Alice Rodrigues virou caso de amplo debate social
Kayc Keven

Publicado em 

26 ago 2025 às 17:20

Publicado em 26 de Agosto de 2025 às 20:20

Fernanda Queiroz e Adalberto Cordeiro, da CBN Vitória, falam aos alunos do 28º Curso de Residência em Jornalismo.
Fernanda Queiroz e Adalberto Cordeiro falam aos alunos do 28º Curso de Residência em Jornalismo. Crédito: Mariana Gotardo
tragédia que vitimou Alice Rodrigues, uma menina de seis anos baleada dentro de um carro durante um ataque a tiros em Balneário Carapebus, na Serra, ocorrida no último domingo (24),ressoa como um problema social que transcende a pauta policial. A família, confundida com criminosos ao voltar da praia, vivenciou um drama que coloca em evidência a falta de segurança e a necessidade de mais atenção à proteção infantil, tema central do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que celebrou 35 anos de sua promulgação em julho.
Este e outros casos que demandam uma cobertura aprofundada foram abordados na aula dos jornalistas Fernanda Queiroz e Adalberto Cordeiro, respectivamente editora-executiva e produtor da CBN Vitória. Os dois se encontraram com os alunos do 28° Curso de Residência em Jornalismo, onde destacaram a importância de veículos como o rádio transformarem tragédias individuais em debates sociais.
Fernanda ressalta a distinção entre a rotina de notícias policiais, muitas vezes priorizada por cliques em portais de notícias, e o compromisso da rádio em selecionar temas de relevância social para a audiência.
"É claro que quando a gente fala que uma criança inocente, voltando da praia, foi atingida por uma bala perdida, isso deixa de ser uma pauta exclusivamente policial e passa a ser um problema social. Então a gente sobe um degrau", afirmou a jornalista, explicando que nesses casos a escolha é "entrar no assunto" e incitar o debate sobre temas que impactam diretamente a comunidade.
Nos 35 anos de sua criação, o Estatuto da Criança e do Adolescente é reconhecido como uma das legislações mais avançadas do mundo na proteção da infância e adolescência. Fruto de ampla mobilização social, ele consolidou o princípio da proteção integral, reconhecendo as novas gerações como sujeitos de direitos e assegurando que nenhuma criança tenha seus direitos violados. A legislação inspira políticas públicas e a criação de instituições como os Conselhos Tutelares, presentes em todos os municípios brasileiros para acompanhar e garantir esses direitos.

O papel social dos meios de comunicação

Os profissionais da CBN Vitória também refletiram sobre como o jornalismo pode ir além do factual, promovendo uma análise mais profunda e crítica. Essa abordagem auxilia para que tragédias como a de Alice Rodrigues não sejam vistas como eventos isolados, mas sim como um reflexo de falhas estruturais.
O debate público, alimentado por um jornalismo investigativo e responsável, se torna uma ferramenta vital para cobrar das autoridades ações concretas e para conscientizar a sociedade sobre sua corresponsabilidade na defesa dos direitos dos mais vulneráveis.

Jornalismo colaborativo

Na rotina de produção para a CBN Vitória, Fernanda e Adalberto descreveram a proximidade com os ouvintes como uma colaboração no fazer jornalístico. Por meio das redes sociais e ligações, o público se conecta ainda mais com os jornalistas, podendo pautar os assuntos que serão debatidos na rádio.
“Se você faz rádio, você tem que se propor a isso, a dar e a receber o tempo todo, como uma troca. E essa troca eu acho que faz essa magia do rádio. A gente troca coisas com pessoas que a gente nem conhece e que a gente confia plenamente”, explica Adalberto.
Para além do debate, o caso de Alice representa um alerta contundente para a necessidade de um compromisso contínuo com a proteção de crianças e adolescentes, que pode ser potencializado pelas mídias. “A comunicação sempre rompeu barreiras, e o rádio também”, completa Fernanda Queiroz.
* Esta matéria é uma produção dos alunos do 28º Curso de Residência em Jornalismo, sob orientação da editora de conteúdo Mariana Gotardo.
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