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Socialismo? Que socialismo?

“Resultado importa mais que ideologia”, afirma secretário de Casagrande

Nem governo liberal nem governo socialista estatizante. Fechando debate proposto pela coluna ao longo da semana, Rogelio Pegoretti (PSB) opina que "o mais importante é atender o que o cidadão precisa"

Publicado em 24 de Outubro de 2019 às 17:31

Públicado em 

24 out 2019 às 17:31
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

vvogas@redegazeta.com.br

Governador Renato Casagrande assina projeto em benefício de empresários, cumprimentando efusivamente o presidente da Assembleia, Erick Musso. Entre os dois, o secretário estadual da Fazenda, Rogelio Pegoretti Crédito: Helio de Queiroz Filho
Nem governo liberal nem governo socialista estatizante. É o que afirma o secretário estadual da Fazenda, Rogelio Pegoretti (PSB), instado pela coluna a definir o perfil do governo Casagrande na área econômica.
“Nós estamos diante de um governo preocupado com o interesse da população, preocupado com a grande quantidade de desemprego que temos em nosso país e que está buscando fazer o melhor possível para a população. Independentemente de ideologia, o mais importante é atender o que o cidadão precisa.”
A declaração foi dada em resposta a uma questão levantada e analisada aqui ao longo desta semana: afinal, na área econômica, o governo de Renato Casagrande, do Partido Socialista Brasileiro (como Pegoretti), pode mesmo ser considerado de esquerda? É mesmo um governo socialista ou está mais para um governo liberal?
Na opinião deste colunista, a segunda administração de Casagrande foge bastante aos paradigmas de um típico “governo de esquerda”, a julgar por uma série de medidas adotadas pelo governador na área econômica desde o início do atual mandato, a exemplo do incentivo a parcerias público-privadas (PPPs), do compromisso inarredável com o equilíbrio fiscal, da defesa da reforma da Previdência para os servidores de todas as esferasdo bom relacionamento com o empresariado, do alívio a multas antes cobradas pelo governo de empresas da manutenção de isenções fiscais para alguns empreendedores.
Pessoalmente, Casagrande hoje se encontra mais no centro do espectro político brasileiro do que o seu próprio partido. É o que concluímos.

BENEFÍCIOS FISCAIS: “GERAM EMPREGOS”

Sobre o item “benefícios fiscais”, Pegoretti transmite a sua visão, que é a mesma do atual governo:
“A criação de alguns incentivos fiscais tem por objetivo ampliar a arrecadação do Estado e gerar empregos aqui. Se nós isentamos algumas atividades, as empresas do Espírito Santo acabam sendo mais favorecidas do que empresas de fora e que elas cresçam aqui e gerem empregos. Se nós reduzimos as multas, estamos melhorando o ambiente de negócios, nós estamos evitando que empresas fechem, nós estamos salvando os empregos aqui. E essa é a nossa principal preocupação.”

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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