Nem governo liberal nem governo socialista estatizante. É o que afirma o secretário estadual da Fazenda, Rogelio Pegoretti (PSB), instado pela coluna a definir o perfil do governo Casagrande na área econômica.
“Nós estamos diante de um governo preocupado com o interesse da população, preocupado com a grande quantidade de desemprego que temos em nosso país e que está buscando fazer o melhor possível para a população. Independentemente de ideologia, o mais importante é atender o que o cidadão precisa.”
A declaração foi dada em resposta a uma questão levantada e analisada aqui ao longo desta semana: afinal, na área econômica, o governo de Renato Casagrande, do Partido Socialista Brasileiro (como Pegoretti), pode mesmo ser considerado de esquerda? É mesmo um governo socialista ou está mais para um governo liberal?
Na opinião deste colunista, a segunda administração de Casagrande foge bastante aos paradigmas de um típico “governo de esquerda”, a julgar por uma série de medidas adotadas pelo governador na área econômica desde o início do atual mandato, a exemplo do incentivo a parcerias público-privadas (PPPs), do compromisso inarredável com o equilíbrio fiscal, da defesa da reforma da Previdência para os servidores de todas as esferas, do bom relacionamento com o empresariado, do alívio a multas antes cobradas pelo governo de empresas e da manutenção de isenções fiscais para alguns empreendedores.
Pessoalmente, Casagrande hoje se encontra mais no centro do espectro político brasileiro do que o seu próprio partido. É o que concluímos.
BENEFÍCIOS FISCAIS: “GERAM EMPREGOS”
Sobre o item “benefícios fiscais”, Pegoretti transmite a sua visão, que é a mesma do atual governo:
“A criação de alguns incentivos fiscais tem por objetivo ampliar a arrecadação do Estado e gerar empregos aqui. Se nós isentamos algumas atividades, as empresas do Espírito Santo acabam sendo mais favorecidas do que empresas de fora e que elas cresçam aqui e gerem empregos. Se nós reduzimos as multas, estamos melhorando o ambiente de negócios, nós estamos evitando que empresas fechem, nós estamos salvando os empregos aqui. E essa é a nossa principal preocupação.”