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Abrindo Baú

Eduardo Schmitd abre seu baú para a Revista.AG

Publicado em 08 de Março de 2019 às 16:56

Guilherme Sillva

Publicado em 

08 mar 2019 às 16:56
Abrindo o baú Crédito: Vitor Jubini
Eduardo Schmitd Buloto, de 33 anos, sempre gostou de cozinhar. Criado em Guarapari, ele tinha mania de entrar nas cozinhas dos restaurantes da região. “Desde pequeno conhecia todo mundo do Gaeta, do Amizade, do Bar do César e da barraca da Dinete. Sempre fui ligado a comida, curioso em saber como os pratos eram preparados”. Formado em ciências biológicas, onde chegou a estagiar no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, ele não teve como fugir do universo da gastronomia. “Nunca enxerguei a cozinha como uma profissão, até o dia que o pai de um grande amigo arrendou um restaurante em Vitória. Perturbei até ele me colocar pra trabalhar no seu restaurante. Fiquei um ano e meio na cozinha, até ir passar um réveillon em Paraty”.
Foi na virada de 2009 que sua vida mudou. Na última noite da viagem, no restaurante que estava jantando, foi convidado para trabalhar num restaurante da cidade. “Fiquei três trabalhando como cozinheiro, e após isso resolvi voltar para a Vitória, não estava mais satisfeito ali, a baixa temporada chegou, o movimento caiu muito e eu ficava a maior parte do tempo desocupado”. Na Capital, ele comanda o Aldeia da Ilha, onde propõe buscar produtos frescos e de qualidade, de pequenos produtores da agricultura familiar. “Trago ervas do sítio, cogumelos e brotos de Pedra Azul, procuro os melhores peixes e frutos do mar pelas peixarias de Vitória, Vila Velha e Guarapari. A proposta é trazer o que gosto, o que eu como, o que minha família come e o que eu aprendi em Paraty. O que eu faço é juntar bons ingredientes”, conta ele que adora Guarapari. “A cidade para mim tem cheiro de moqueca, caprichada no coentro”.
Abrindo o baú Crédito: Vitor Jubini
Guardo com carinho
O caderno de receitas do meu pai. Não são só receitas, são memórias escritas. É inevitável ler uma receita e não lembrar os dias que ela foi feita, dos momentos de todos juntos.
Abrindo o baú Crédito: Vitor Jubini
Não dou, não vendo e não troco
A minha faca. Todo cozinheiro tem um apego com sua faca, sua colega de trabalho de tantas horas juntos. Cozinheiro sem uma faca boa vive passando raiva.
Abrindo o baú Crédito: Vitor Jubini
Presente inesquecível
O livro de frutos do mar, que ganhei da minha tia numa viagem a Portugal. Ele sempre me acompanhou e me deu ideias ótimas e deliciosas.
Abrindo o baú Crédito: Vitor Jubini
Não sai da cozinha
O moedor manual, que ganhei de um colega de trabalho em Paraty. Ele tem cheiro de cozinha, cheiro de trabalho duro.
Abrindo o baú Crédito: Vitor Jubini
Não vivo sem
O primeiro dolmã, presente do chef Vicente, cozinheiro de Paraty, criado em cozinha desde os 12 anos e com quem construí uma amizade dentro e fora da cozinha.
Abrindo o baú Crédito: Vitor Jubini
Herança
Os pios que meu avô me deixou de presente, antigo caçador de aves, entre macucos e perdizes de Santa Teresa, há mais de 60 anos.

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