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Como prevenir a pressão alta: 7 hábitos essenciais contra a hipertensão

Silenciosa na maioria dos casos, ela pode evoluir sem sintomas até provocar complicações graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal

Publicado em 26 de Abril de 2026 às 08:00

Guilherme Sillva

Publicado em 

26 abr 2026 às 08:00
Alimentação saudável ajuda no controle da pressão alta
Alimentação saudável ajuda no controle da pressão alta shutterstock

A hipertensão arterial, condição que afeta cerca de 27,9% dos brasileiros segundo dados do Vigitel 2023, segue como um dos principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. Silenciosa na maioria dos casos, ela pode evoluir sem sintomas até provocar complicações graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal.


Muitas vezes, a doença evolui de forma silenciosa, sem sintomas aparentes, tornando ainda mais importante a prevenção, o diagnóstico precoce e o acompanhamento regular da pressão arterial4.

“A hipertensão arterial é chamada de doença silenciosa porque não causa sintomas. Inúmeras pessoas só descobrem a condição durante consultas de rotina ou quando já há algum comprometimento cardiovascular mais grave”, explica o cardiologista Marcio Sousa, médico consultor da Libbs. 

A hipertensão arterial ocorre quando a pressão do sangue nas artérias permanece elevada por longos períodos. Em muitos casos, o paciente não percebe alterações no organismo, o que pode atrasar o diagnóstico. Segundo Marcio Sousa, um erro muito comum é esperar por sintomas. “Mesmo sem qualquer desconforto, a pressão pode estar alta. Por isso, é importante medir a pressão arterial regularmente, principalmente para pessoas com fatores de risco”, afirma.

Entre os principais fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver hipertensão arterial, estão histórico familiar, excesso de peso, sedentarismo, consumo excessivo de sal, tabagismo, consumo frequente de álcool, estresse e envelhecimento. Doenças como diabetes e colesterol alto também contribuem para o aumento do risco cardiovascular.

Cuidados na alimentação

O cardiologista Daniel Marotta, da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, conta que a hipertensão é, em grande parte, consequência do estilo de vida. Intervenções precoces, como ajuste da alimentação, prática regular de atividade física, melhora do sono e controle do estresse, são fundamentais tanto para prevenir quanto para tratar a doença.


A Diretriz Brasileira de Hipertensão 2025 reforça que a prevenção passa por um conjunto de ações integradas, como controle de peso, alimentação equilibrada, prática regular de atividade física, sono de qualidade e gestão do estresse. 


Um dos pontos importantes para prevenção ou tratamento é a alimentação, pois a dieta impacta diretamente o volume de sangue circulante no organismo e a elasticidade das artérias. O sal é o principal tempero a ser evitado e controlado tanto por quem tem hipertensão quanto para prevenção da doença.


“O excesso de sódio aumenta o volume de sangue circulante e eleva a pressão arterial. O ideal é consumir menos de 5 gramas de sal por dia e evitar alimentos ultraprocessados e embutidos”, ressalta Marotta. No entanto, segundo o especialista, o potássio é benéfico nessa situação pois esse mineral atua como contraponto ao sódio, facilitando sua eliminação e promovendo o relaxamento dos vasos. Ele está presente em alimentos como bananas, abacate, espinafre e feijão.


A nutricionista Gisele Pavin, head de Nutrição da Nestlé Brasil, diz que as mudanças estão ao alcance da maioria das pessoas. "O cenário no Brasil reforça a urgência de olharmos para o estilo de vida como uma ferramenta poderosa de prevenção. Alimentação, sono e movimento são alavancas acessíveis, e pequenas escolhas do dia a dia têm potencial real de transformar a saúde cardiovascular da população”.


Ela reforça que entre as principais mudanças que contribuem para reduzir a pressão arterial e o risco cardiovascular, destacam-se a redução do consumo de sódio na alimentação diária; aumentar a ingestão de fibras por meio de frutas, legumes, verduras e cereais integrais; manter ou buscar um peso saudável; e adotar hábitos de sono regulares e de qualidade.


"Um dos desafios para quem precisa controlar a pressão arterial é monitorar a ingestão de sódio no dia a dia. A percepção de medidas como uma 'pitada de sal' pode variar, dificultando esse controle. Nesse contexto, a leitura atenta dos rótulos nutricionais torna-se uma aliada importante, permitindo maior consciência sobre a quantidade de sódio consumida", diz a nutricionista.


Além da alimentação, a atividade física é fundamental para fortalecer o coração e bombear sangue com eficiência. A recomendação, de acordo com o médico, geralmente é de 150 minutos semanais da prática de alguma atividade aeróbica. Com isso, o corpo reduz a pressão arterial naturalmente. 


“Manter a consistência diária de 30 minutos no mínimo cinco vezes na semana é mais efetivo que treinos longos e esporádicos. Outra dica é realizar pausas ativas de cinco minutos a cada meia hora sentado, pois elas também ajudam na melhora da circulação sanguínea. A consistência é o que realmente gera benefício cardiovascular", diz Daniel Marotta. 


Outros fatores que podem reduzir o risco de hipertensão são evitar estresse, parar de fumar, moderar o consumo de álcool e priorizar a qualidade do descanso, por meio do sono e da meditação, sempre que possível.  


O sono também tem papel direto na regulação da pressão arterial. “Dormir mal aumenta o risco de hipertensão e dificulta o controle em quem já tem a doença. Por isso, distúrbios como a apneia do sono precisam ser investigados”, explica o cardiologista.


Do total de pessoas hipertensas no país, cerca de 5% são crianças e adolescentes, de acordo com a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), reforçando que a condição também tem um componente genético.

Hábitos essenciais

- Alimentação equilibrada


-Monitorar a ingestão de sódio


- Prática de atividade física


- Evitar o estresse


- Não fumar


- Moderar o consumo de álcool


- Ter boa noite de sono 

12 por 8 já é considerado pré-hipertensão

As mais recentes diretrizes cardiológicas brasileiras, divulgadas pela pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em parceria com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), ajustaram a classificação dos níveis de pressão arterial com um foco na prevenção. Agora, é considerada normal a pressão abaixo de 120/80 mmHg. Já as pressões entre 120/80 mmHg e 139/89 mmHg são classificadas como pré-hipertensão.


"O critério de diagnóstico para hipertensão se mantém, mas a alteração da classificação de alguns níveis visa ampliar a prevenção da doença, por meio da identificação de indivíduos sob maior risco. Com isso, a intervenção no estilo de vida é feita precocemente antes que o tratamento farmacológico se torne necessário”, explica Marotta.


Mesmo com mudanças no estilo de vida, o acompanhamento com um cardiologista é essencial para avaliação individualizada e monitoramento contínuo. “A hipertensão exige vigilância. O acompanhamento regular permite ajustar condutas, prevenir complicações e garantir um tratamento mais eficaz ao longo do tempo”, conclui o cardiologista.

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