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Não é normal: 6 sinais de endometriose que costumam ser ignorados

O diagnóstico precoce é a melhor ferramenta para preservar o bem-estar e a reserva ovariana da paciente

Publicado em 20 de Abril de 2026 às 11:13

Portal Edicase

Publicado em 

20 abr 2026 às 11:13
A desinformação sobre a condição contribui para que muitas mulheres demorem a buscar ajuda especializada (Imagem: SurfsUp | Shutterstock)
A desinformação sobre a condição contribui para que muitas mulheres demorem a buscar ajuda especializada Crédito: Imagem: SurfsUp | Shutterstock
Dor que imobiliza, cansaço inexplicável e desconforto durante o período menstrual são sinais que podem esconder um problema mais sério: a endometriose, que afeta cerca de 190 milhões de mulheres no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, a estimativa é de que uma em cada dez mulheres conviva com a doença.
O grande desafio, entretanto, não é apenas o tratamento, mas a percepção dos sintomas. Por serem frequentemente confundidos com mal-estares rotineiros do ciclo menstrual, muitas pacientes demoram entre sete e 10 anos para receberem o diagnóstico correto, período em que a doença pode evoluir e comprometer órgãos vitais.

Principais sintomas da endometriose

Para ajudar no diagnóstico da endometriose, é preciso atenção aos sinais do corpo. O Dr. Luiz Pina, ginecologista especialista em reprodução humana e endometriose da clínica Baby Center (SP), destaca os 6 principais indicadores da doença que costumam ser normalizados pelas pacientes:
  • Cólicas incapacitantes: diferentemente do desconforto comum, a dor da endometriose costuma ser resistente a analgésicos e impede a realização de tarefas simples do dia a dia;
  • Fluxo menstrual muito intenso: trocas frequentes de absorventes (em menos de duas horas) ou a presença de grandes coágulos não são normais e podem indicar processos inflamatórios ou doenças associadas, como a adenomiose;
  • Dor na relação sexual: o desconforto durante ou após o contato íntimo ocorre devido à inflamação em ligamentos pélvicos, e não deve ser considerado normal;
  • Alterações intestinais ou urinárias no período menstrual: sentir dor ao evacuar, diarreia ou desconforto ao urinar especificamente durante o período menstrual também são alertas importantes;
  • Cansaço excessivo: fadiga extrema que não melhora com o repouso pode estar associada à inflamação crônica;
  • Dificuldade para engravidar: a endometriose é uma das principais causas de infertilidade, podendo agir de forma silenciosa até que a mulher tente engravidar.
Ignorar a dor e os sintomas pode atrasar o diagnóstico e afetar a saúde e a fertilidade da mulher (Imagem: Peakstock | Shutterstock)
Ignorar a dor e os sintomas pode atrasar o diagnóstico e afetar a saúde e a fertilidade da mulher Crédito: Imagem: Peakstock | Shutterstock

Importância do diagnóstico precoce

Segundo o Dr. Luiz Pina, a naturalização da dor, do cansaço e do fluxo intenso são obstáculos para as pacientes terem a iniciativa de investigar a doença . “Ainda vivemos em uma cultura que ensina a mulher a suportar desconfortos como se fosse algo comum na vida. Isso é um erro. Se a cólica e o fluxo impedem a rotina ou se há dor profunda no contato íntimo, precisamos investigar. O diagnóstico precoce é a melhor ferramenta para preservar o bem-estar e a reserva ovariana da paciente, já que a doença impacta diretamente o sonho da maternidade”, afirma.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Endometriose (SBE), até 50% das mulheres com a condição apresentam dificuldades de fertilidade. No entanto, Dr. Luiz Pina ressalta que o tratamento moderno é multidisciplinar e eficaz.
“Dependendo do estágio, as abordagens variam desde mudanças no estilo de vida, como dieta anti-inflamatória, até cirurgias minimamente invasivas para a retirada dos focos, devolvendo a funcionalidade aos órgãos afetados”, reforça o médico, enfatizando que ao notar que o ciclo menstrual traz mais limitações do que o habitual, a recomendação é clara: procurar um especialista e não aceitar a dor como rotina.
Por Bruna Nascimento

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