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Veja os sinais

Casos de infarto aumentam no inverno; entenda riscos

Com a chegada do frio, nosso corpo reage para conservar calor, e essa adaptação natural pode sobrecarregar o coração

Publicado em 17 de Julho de 2025 às 09:01

Redação de A Gazeta

Publicado em 

17 jul 2025 às 09:01
Dor no peito
É preciso estar atento aos sinais de alerta, como dor no peito, falta de ar e suor frio Crédito: Shutterstock
Com a chegada do inverno, crescem também os riscos para a saúde cardiovascular. De acordo com especialistas, os meses mais frios do ano registram aumento significativo nos casos de infarto e outros problemas cardíacos, exigindo atenção redobrada — especialmente entre os pacientes com histórico de doenças cardiovasculares.
O cardiologista Marcio Moreno Luize explica que com a chegada do frio, nosso corpo reage para conservar calor, e essa adaptação natural pode sobrecarregar o coração. As artérias se contraem para diminuir a perda de calor pela pele, o que eleva a pressão arterial e força o coração a bombear com mais força. Ao mesmo tempo, o sangue tende a ficar mais denso e mais propenso a formar coágulos.
"Para quem já possui placas de colesterol nas artérias, essa combinação é perigosa: o aumento da pressão pode rompê-las, e a maior tendência de coagulação pode formar um trombo que bloqueia o fluxo de sangue, causando o infarto. Por isso, agasalhar-se bem no inverno é um ato fundamental de cuidado com o coração”, explica o cardiologista do Hospital Costantini. 
Segundo o especialista, mesmo pessoas sem diagnóstico prévio de doença cardíaca podem ser afetadas. “O frio pode desencadear um primeiro evento cardiovascular em indivíduos aparentemente saudáveis, especialmente em situações de esforço físico intenso ao ar livre, como atividades esportivas ou tarefas domésticas pesadas”, afirma.
Para evitar complicações, o cardiologista orienta cuidados básicos como manter-se bem agasalhado, evitar mudanças bruscas de temperatura, manter a hidratação, tomar as vacinas contra gripe e pneumonia e redobrar a atenção com a pressão arterial. “Idosos, hipertensos, diabéticos e tabagistas formam o grupo mais vulnerável e devem seguir uma rotina de monitoramento rigorosa nesse período”, acrescenta.
Além do infarto, o frio também pode agravar quadros de insuficiência cardíaca, aumentar a incidência de arritmias e elevar o risco de AVC. Por isso, a orientação é estar atento aos sinais de alerta, como dor no peito, falta de ar, suor frio, palpitações ou sensação de desmaio. “Reconhecer os sintomas e procurar atendimento imediato pode ser decisivo para salvar vidas”, conclui o cardiologista.

Veja os sinais

Dor ou pressão no peito irradiando para braço, mandíbula, costas ou ombro;

 Falta súbita de ar, mesmo em repouso ou atividades leves;

 Suor frio, tontura, náusea ou sensação de desmaio;

 Palpitações intensas, sensação de “coração disparado” ou pausa cardíaca;

 Edema súbito nos membros inferiores, inchaço abdominal ou ganho de peso rápido (sinal de insuficiência);

 Confusão mental, fraqueza súbita em rosto ou membro (pode indicar AVC).

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