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Efeitos colaterais

O que é quimioterapia? Entenda tratamento de Val Marchiori contra o câncer

O tratamento é baseado no uso de medicamentos que têm a função de impedir o crescimento ou destruir células cancerígenas

Publicado em 15 de Outubro de 2025 às 16:17

Guilherme Sillva

Publicado em 

15 out 2025 às 16:17
Val Marchiori
Val Marchiori  iniciou as sessões de quimioterapia Crédito: Reprodução @Valmarchiori
Val Marchiori foi internada para iniciar o tratamento contra o câncer de mama. Ela usou os stories do Instagram para falar sobre a próxima etapa de seu acompanhamento médico: as sessões de quimioterapia.
“Hoje começo um novo capítulo da minha história. De mãos dadas com meus filhos e meu marido, sigo para o hospital com o coração cheio de fé. Que Deus me abrace forte e de dê luz para cada passo dessa jornada”, escreveu ela na legenda da publicação.
A empresária, que foi diagnosticada com câncer de mama recentemente, passou por uma cirurgia para a colocação de um cateter que ficará em seu corpo durante seis meses, todo o período de tratamento contra a doença.
A quimioterapia é uma das armas mais importantes no tratamento do câncer. Embora seu objetivo principal seja destruir as células tumorais, ela também pode afetar células saudáveis, o que explica os efeitos colaterais conhecidos do tratamento. “O tratamento é baseado no uso de medicamentos que têm a função de impedir o crescimento ou destruir células cancerígenas. Esses fármacos interferem no processo de divisão celular, atingindo preferencialmente as células que se multiplicam rapidamente - característica das células malignas”, explica o hematologista Marcelo Aduan, do Hospital Santa Rita.
O tratamento pode ser administrado de diversas formas, dependendo do tipo e estágio do câncer, do medicamento utilizado e do protocolo terapêutico adotado. As principais vias de administração são intravenosa - por infusão na veia, geralmente com ciclos realizados no hospital ou em clínicas especializadas -, oral, por meio de comprimidos que o paciente toma em casa sob prescrição e monitoramento, subcutânea ou intramuscular, que é menos comum, mas ainda assim é utilizada em alguns tipos específicos de drogas, e a intratecal ou tópica, empregada em situações muito específicas, como certos tumores cerebrais ou cutâneos.
De acordo com Marcelo Aduan, a quimioterapia costuma ser feita em ciclos, com períodos de aplicação seguidos de intervalos de descanso, que permitem ao organismo se recuperar entre as sessões. 
Os efeitos colaterais variam conforme a medicação, a dosagem, a duração e a resposta individual de cada paciente. Não necessariamente o que um sente, o outro vai sentir também. A resposta é muito particular
Marcelo Aduan - Hematologista
Entretanto, há algumas reações que costumam ser frequentes, que refletem o impacto do tratamento sobre as células normais que também se multiplicam rapidamente, como as da medula óssea, do trato gastrointestinal, dos folículos capilares e das mucosas. “É por isso que há quem sinta náuseas e vômitos - pois o sistema nervoso central é impactado -, cansaço e fadiga, por conta das alterações metabólicas e da anemia, perda de apetite e alteração no paladar. É comum também a mucosite, com a inflamação da mucosa da boca e do intestino, além de alterações intestinais, como excesso de diarreia ou constipação”, pontua o médico. Ele acrescenta que esse é um período em que o paciente submetido à quimioterapia deve redobrar os cuidados, pois a imunidade fica comprometida.
Para minimizar esses impactos no bem-estar de quem passa pelo processo de quimioterapia, o acompanhamento multiprofissional torna-se um grande aliado. Manter uma dieta balanceada, praticar exercícios físicos sob orientação auxiliam no controle e na prevenção desses efeitos.
Além de todos esses sintomas, um deles costuma ser bem temido, principalmente, pelas mulheres. A queda de cabelo é um dos efeitos mais conhecidos e, emocionalmente, um dos mais marcantes para os pacientes. “A queda capilar ocorre porque os folículos pilosos, responsáveis pelo crescimento dos fios, também têm alta taxa de divisão celular, tornando-se vulneráveis à ação dos quimioterápicos”, explica o hematologista. No entanto, o médico destaca que, na maioria dos pacientes, o cabelo tende a voltar a crescer, mesmo que, inicialmente, com textura ou coloração diferentes.
Como as etapas de quimioterapia reduzem a contagem de células sanguíneas, o risco de contrair alguma infecção e hemorragias é maior. “A mielossupressão, ou seja, a redução temporária da função da medula óssea - responsável pela produção das células do sangue, dos glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas - deixa o organismo mais vulnerável, apresentando os sintomas que já citamos acima”, afirma.
De acordo com o médico, controlar as taxas, por meio de exames de hemograma, permite detectar precocemente alterações nas células do sangue e adotar medidas de suporte adequadas, como ajustes de doses ou intervalos, transfusões de sangue ou plaquetas e, nos casos de neutropenia grave, até isolar o paciente e fazer uso de antibióticos para evitar processos infecciosos.

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