Substâncias naturais ou artificiais, os termogênicos são conhecidos pela promessa de acelerar o metabolismo e ajudar na perda de peso. São eles os responsáveis por aumentarem a produção de calor do nosso corpo, podendo ser encontrados tanto em alimentos, como o chá verde e o café, quanto em suplementos. Especialistas alertam, porém, que seu papel está mais ligado ao desempenho físico do que à redução de gordura corporal.
Esses compostos atuam no estímulo do sistema nervoso central para a redução do cansaço momentâneo, de forma a aumentar a disposição para a prática esportiva. "São suplementos que reduzem a sensação de fadiga durante o exercício, dando mais disposição para o treino e melhorando o desempenho", explica a endocrinologista Flavia Tessarolo.
Apesar da fama de emagrecedores, a médica ressalta que esses produtos não são responsáveis por perda de peso direta. A redução de gordura só ocorre com um estilo de vida equilibrado.
Para que haja emagrecimento, é preciso manter uma alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos e hábitos de vida saudáveis
O uso pode ser indicado para atletas amadores e profissionais que buscam melhorar o desempenho durante o treino. Nesses casos, o suplemento funciona como um apoio energético para atividades físicas de alta intensidade ou realizadas em horários de maior cansaço.
“Por exemplo, o atleta amador ou profissional acorda muito cedo para treinar ou quem treina no final do dia, quando já está cansado, após todas as outras atividades diárias. O termogênico melhora a fadiga e a sensação de cansaço”, destaca a endocrinologista.
É preciso cuidado
Apesar dos benefícios, o consumo em doses inadequadas pode ser prejudicial à saúde. De acordo com a médica, quando usados em excesso, podem causar palpitação, agitação, ansiedade, insônia, aumento da pressão arterial e até arritmia cardíaca.
Desse modo, pessoas com hipertensão, histórico de doenças cardíacas, ansiedade ou distúrbios do sono devem evitar o consumo. A ressalva da especialista é também para crianças, gestantes e pessoas que possuam insônia ou histórico de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e arritmia cardíaca.
"Por isso, não devem ser consumidos sem acompanhamento de um profissional de saúde. Além disso, existem grupos específicos de pessoas que não devem praticar o uso", reforça Flavia Tessarolo.
*Renam Linhares é aluno do 28º Curso de Residência em Jornalismo da Rede Gazeta. Este conteúdo foi editado por Beatrix Heleodoro.