A Suzano anunciou quase R$ 1 bilhão em investimentos para o Espírito Santo, no último dia 19, mas além dos projetos divulgados - a construção de uma fábrica de papel em Cachoeiro de Itapemirim, a modernização da planta de Aracruz e a expansão da base florestal -, a companhia tem interesse de investir em uma unidade de bio-óleo.
Os planos da empresa para esse negócio foram reforçados pelo presidente Walter Schalka, ao ser questionado pela coluna se a fábrica permanece no radar da Suzano, após a fusão com a Fibria.
De acordo com ele, mais investimentos, entre eles a indústria de bio-óleo, são prospectados. Para serem efetivados, entretanto, o executivo da gigante de papel e celulose pondera que é preciso ampliar a base florestal.
"Não tem condição de fazer a unidade de bio-óleo sem ter a madeira adequada para fazer o bio-óleo. Precisamos aumentar a base florestal como condição precedente para, no futuro, fazermos novos investimentos na unidade de Aracruz"
Indagado se isso deverá acontecer no médio ou no longo prazo, Schalka não precisou uma data, mas voltou a dizer que a decisão de quando implantar a unidade vai depender da velocidade da recomposição florestal no Estado. A partir de 2020, a Suzano quer aumentar em cerca de 16 mil hectares a sua área florestal, número que deverá ser ampliado em 2021. O tempo médio para a colheita do eucalipto que é usado na indústria de celulose é de seis anos.
O PROJETO
Em outras ocasiões, a empresa - enquanto Fibria - chegou a divulgar que o investimento na fábrica de bio-óleo é da ordem de R$ 500 milhões. A ideia é que a planta de combustível renovável utilize cascas e resíduos da madeira de celulose, produzidos na própria unidade de Aracruz, para gerar energia.
A previsão é que a planta produza 110 mil toneladas do biopetróleo, quantia que representa 1.300 barris de óleo equivalente por dia. O produto pode ser utilizado para aquecimento doméstico, fertilizante orgânico, aditivos e como combustível.