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De olho nas contas

Ano só começa depois do carnaval? Saiba organizar as finanças

Depois de curtir os dias de folga e de folia, vem o momento de organizar as contas, principalmente, as despesas comuns nesta época, como IPVA e IPTU

Publicado em 05 de Março de 2025 às 18:31

Leticia Orlandi

Publicado em 

05 mar 2025 às 18:31
No Brasil, dizem que o ano só começa depois do carnaval. Então, após curtir os dias de folga e de folia, vem o momento de guardar o glitter e as fantasias e organizar as finanças para o ano de 2025, principalmente, porque, nesta época, aparecem despesas comuns, como IPVA e IPTU. 
E se, depois do carnaval, veio a “ressaca financeira”, quando os gastos com festas, viagens e lazer ultrapassaram o planejado, é importante adotar estratégias para recuperar o equilíbrio do bolso e se organizar melhor, evitando que esse impacto afete a qualidade de vida nos meses seguintes. 
FGTS, financiamento, casa própria, contas
É importante analisar as contas e ter uma reserva financeira que ajude a cobrir despesas Crédito: Shutterstock
De acordo com Clay Gonçalves, planejadora financeira da SuperRico, plataforma especializada em saúde financeira, é fundamental analisar as contas da folia com atenção. 
"Se a pessoa utilizou o cartão de crédito de maneira inconsciente, deve revisar a fatura, mesmo que ainda esteja aberta. Já quem pagou no débito precisa conferir os extratos para verificar se ultrapassou os limites planejados. Quem se antecipou e reservou um valor específico para curtir a festa pode ficar tranquilo, pois não há surpresas no orçamento”, explica.
Ano só começa depois do carnaval? Saiba organizar as finanças
Para manter uma organização financeira ao longo de 2025, uma das primeiras atitudes recomendadas é criar uma planilha de controle financeiro. A recomendação é anotar todo o ganho mensal (salário, renda extra, rendimentos) e suas despesas fixas e variáveis. Com isso, é possível separar, por categoria, e identificar o que não é necessário no momento e o que é possível economizar. 
Para Viviane Ferreira, coordenadora da Comissão de Conscientização Financeira da Planejar, o ideal é comparar o total das despesas com as receitas e verificar se elas são compatíveis, ou seja, se os vencimentos das contas coincidem com a data de entrada do dinheiro.
“Quando o total das despesas for superior às receitas previstas, é importante planejar como cobrir essa diferença, seja utilizando reservas financeiras, seja buscando alternativas de pagamento, como parcelamentos com condições mais vantajosas”, alerta a planejadora.

IPTU e IPVA

Outro ponto importante é analisar a possibilidade de negociar descontos à vista, especialmente se houver recursos disponíveis para quitar as contas de forma antecipada, o que pode gerar uma economia significativa. Nessa categoria, podem entrar despesas como IPTU e IPVA.
Além disso, ela acrescenta que vale a pena revisar todos os serviços contratados, como internet, celular, TV a cabo e aplicativos, para avaliar o real uso e verificar a possibilidade de cancelar ou renegociar alguns deles, o que pode gerar uma economia ao longo de todo o ano.
"Para garantir que todas as contas sejam pagas em dia, é recomendável elaborar um roteiro de pagamentos, anotando todos os vencimentos e valores e, assim, manter o controle do orçamento"
Viviane Ferreira  - Coordenadora da Comissão de Conscientização Financeira da Planejar
No caso do IPTU e IPVA, a decisão entre pagar à vista ou parcelado depende de fatores como a porcentagem do abatimento, a situação financeira e a possibilidade de rentabilizar o valor. Por isso, é preciso avaliar o fluxo de caixa. Para Nayra Sombra, planejadora financeira pela Planejar, caso o orçamento esteja apertado, parcelar pode ser uma alternativa para preservar a liquidez.
Na hora da escolha, o primeiro passo é analisar o percentual de desconto oferecido. “As prefeituras costumam incentivar o pagamento em cota única, mas os percentuais variam bastante de cidade para cidade. Em alguns casos, esse desconto pode representar uma economia considerável, o que torna o pagamento à vista mais interessante”, explica.
No fim das contas, a decisão entre pagar à vista ou parcelar deve levar em conta tanto o desconto quanto a realidade financeira do contribuinte.
“Se o desconto for significativo, como 5% ou mais, e houver margem no orçamento, o pagamento à vista costuma ser a melhor escolha. Mas, se o valor for muito alto e comprometer o fluxo de caixa, o parcelamento pode ser uma opção válida, desde que bem planejado. O mais importante é evitar que o IPTU cause um impacto desnecessário nas finanças pessoais”, conclui a especialista.

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