O novo Imposto de Renda que isenta ou dá descontos para uma boa parcela de contribuintes não vai refletir em benefícios para quem tem salários acima de R$ 7.350 por mês. A proposta aprovada pela Câmara, na última quarta-feira (1º), e que agora segue para o Senado mantém a atual tabela do IR para quem ganha mais, com isso nada vai mudar. Esse grupo vai continuar pagamento as mesmas alíquotas, que sobem progressivamente até chegar a 27,5%.
Um trabalhador com rendimentos mensais de R$ 10 mil, por exemplo, deve manter um imposto na faixa de R$ 1,5 mil por mês, caso nenhum ajuste aconteça na tabela de 2026. Quem recebe R$ 15 mil continuará pagando por volta de R$ 2,9 mil de imposto. Calculadora de A Gazeta mostra o impacto para cada trabalhador. Confira abaixo.
A nova proposta vai afetar, no entanto, aqueles que ganham acima de R$ 50 mil mensais e têm outras fontes de renda, além de um salário no mercado formal. Para esse grupo, haverá a aplicação de uma tributação mínima progressiva para aumentar a contribuição do super-ricos e compensar as perdas de receita com a ampliação da faixa de isenção. Simule abaixo: