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Casos de violência psicológica contra a mulher mais que dobram no ES

Em 2021, foram registrados 155 casos no estado. Em 2022, número saltou para 388 ocorrências, mostra Anuário da Segurança

Publicado em 07 de Agosto de 2023 às 17:21

Redação de A Gazeta

Publicado em 

07 ago 2023 às 17:21
Os casos de violência psicológica contra mulheres não só aumentaram em 2022, como mais que dobraram em relação a 2021, mostram dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
Enquanto que, em 2021, foram registrados 155 casos, em 2022, o número saltou para 388 ocorrências, ou seja, um aumento de 150%. Os dados são referentes aos meses de agosto a dezembro de 2021 e ao período de setembro a dezembro de 2022.
Violência psicológica
Violência psicológica no Estado cresceu na pandemia, segundo especialista Crédito: Getty Images
Em entrevista ao site g1, Valéria Zaché, advogada especialista em Direito de Família e em Violência Doméstica e assessora jurídica da Procuradoria Especial da Mulher na Assembleia Legislativa (Ales), atribuiu ao período da pandemia o aumento no número de casos de violência psicológica no Estado.
"Os agressores passaram a permanecer mais tempo em casa, e uma grande maioria por ter perdido o emprego. Aí, ele [o agressor] ficou mais próximo do dia a dia doméstico e muitas crises conjugais surgiram por causa da falta de habilidade masculina em lidar com problemas domésticos, somados ao dissabor do desemprego, que agravou o uso de bebida alcoólica e outros entorpecentes", disse Valéria.
Entre os principais sinais listados pela assessora jurídica da Procuradoria Especial da Mulher estão a manipulação, as ameaças e  a humilhação. "O agressor assusta com ameaças frequentes que fragilizam a vítima emocionalmente", destaca ela, que completa:
"O homem abusador, praticante da violência psicológica, está sempre pedindo desculpas. É um sinal de que ele tem controle sobre as reações dela, de que ele sabe que pode agredir com palavras, ameaças sutis, humilhação e depois e pedir desculpa"
Valéria Zaché - Advogada
Valéria também citou outros sinais e comportamentos que podem indicar uma situação de violência psicológica.
"Quando ele não valoriza a conquistas dela, quando ele a humilha por qualquer coisa que o desagrada, quando ele invalida as emoções dela dizendo: 'Está chorando por quê? Não aguenta ouvir a verdade, não?'. Quando ele a faz se sentir culpada por um desentendimento que ela não causou, quando ele tenta justificar o abuso culpando a mulher, quando ele faz piadinhas que a rebaixam...  São ações que algumas mulheres, por algum tempo, até consideram 'normais' e pensam: 'é o jeito dele, ele é assim mesmo, isso é coisa de homem'", disse Valéria.

Agressores têm perfil inseguro, possessivo e insensível, diz MPES

Para Cristiane Esteves Soares, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid), as vítimas de violência costumam ter entre 20 e 40 anos.
E é fundamental traçar o perfil de personalidade do agressor uma vez que o perfil da vítima não pode ser detalhado. Isso porque todas as mulheres podem se tornar uma vítima.
"O perfil de personalidade da vítima a gente não pode identificar, ou seja, toda mulher pode ser vítima de violência doméstica. Identificando esse perfil [do potencial agressor], é possível que a gente consiga, já no início, analisar isso, sair da relação e evitar uma violência maior", disse Cristiane.
Entre os pontos de alerta citados pelo MPES sobre o perfil dos possíveis agressores e que merecem atenção das mulheres estão:
  • Em geral, o potencial agressor tem autoestima baixa;
  • É sensível a críticas;
  • São possessivos e inseguros;
  • Tendem a manipular a companheira;
Segundo o MPES, até mesmo o excesso de proteção pode resultar no afastamento da mulher de amigos e parentes.
Cristiane Esteves também falou sobre a importância de as mulheres não se afastarem de amigos e familiares.
"Se ela não tem essa rede primária de proteção e constantemente é agredida na sua autoestima e na maneira de ser, no momento de uma situação mais séria de violência, ela começa a se sentir culpada e achando que foi a responsável por aquele ato de violência e que realmente poderia ter sido punida com a agressão", alertou a coordenadora do Nevid.
Informações de Fabiana Oliveira, do g1 ES

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