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Roseli Valiati Freitas, 47 anos, foi assassinada pelo namorado em Cachoeiro de Itapemirim
Roseli Farias sonhava viajar para os Estados Unidos no próximo ano Reprodução/Redes sociais/Arte Todas Elas
Sonhos interrompidos

Roseli planejava conhecer os Estados Unidos quando foi morta pelo ex

Cachoeirense Roseli Valiati Farias, de 47 anos, foi assassinada no último dia 17. Vendedora perdeu mãe e marido para Covid-19, mas esbanjava vitalidade e planejava conhecer lugares novos

Beatriz Caliman

Repórter

bsilva@redegazeta.com.br

Publicado em 01 de Novembro de 2021 às 10:43

Publicado em

01 nov 2021 às 10:43
Roseli Valiati Freitas, 47 anos, foi assassinada pelo namorado em Cachoeiro de Itapemirim
Roseli Farias sonhava viajar para os Estados Unidos no próximo ano Crédito: Reprodução/Redes sociais/Arte Todas Elas
Antes de ir ao trabalho, o café da manhã da vendedora Roseli Valiati Farias, era na companhia do pai de 70 anos, que mora a poucos metros de sua casa.  Ela havia perdido a mãe em agosto de 2020 e o marido em janeiro deste ano, vítimas da Covid-19. Apesar da dor, Roseli passou a ter um papel de manter a família unida e seguia feliz, fazendo planos, como conhecer os Estados Unidos.
Mas a rotina de Roseli, de 47 anos, foi interrompida no último dia 17, quando foi assassinada. Lila, como era chamada pela família e amigos, levou um tiro na cabeça, enquanto dormia na casa do namorado, o pecuarista, Alexandre Vaz Nunes, de 54 anos, no bairro Santo Antônio, em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Espírito Santo.
No dia seguinte, o pai de Roseli desconfiou do desaparecimento dela e começou a ligar para os filhos. O carro da vendedora foi encontrado trancado, mas  o corpo só foi localizado três dias depois, no interior de Presidente Kennedy. Alexandre Vaz Nunes foi preso e confessou o crime.
Mais velha de quatro irmãos, Lila era conhecida pela alegria, simpatia e um talento para as vendas. “Minha irmã era muito simpática, muito verdadeira e como pessoa, era maravilhosa, um sorriso lindo. Sempre trabalhou com vendas, no início, trabalhou com roupas e após, em uma gráfica, onde atuava já há 20 anos”, lembrou o irmão Gleydson Valiati Farias, de 33 anos.
O irmão conta que, apesar da perda de duas pessoas que ela amava, Lila viveu o último ano fazendo planos e conhecendo novos lugares. “Somos muito cristãos e ela seguia a vida, feliz. Minha irmã viveu seu último ano, o melhor da vida, saltou de paraquedas, conheceu lugares que não conhecia, estava vivendo intensamente. Ela tirou um passaporte e sonhava em ir aos EUA no próximo ano. Era uma mulher feliz e tinha um projeto de vida, trabalhar e cuidar da família”, contou Gleydson.
Lila tinha um filho de 22 anos. O último passeio em família estava agendado para este feriado, conta Gleydson. Ela, o pai e duas irmãs estavam com as passagens compradas para uma viagem de trem de Cariacica a Belo Horizonte, em Minas Gerais. Seria a primeira vez que a vendedora e o pai viajariam de trem.
“Ela foi benção de Deus na minha família, sabemos que não vai voltar e a dor fica. Perdeu o marido e a mãe, mas era muito forte. O maior legado é a felicidade dela, mesmo na dor que passamos, é isso que ela passa pra gente, para continuarmos. Meu pai foi para Minas. Eles estavam separando as malas e ela não conseguiu realizar este sonho”.

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