Muitas mulheres vítimas de violência doméstica querem saber como romper o ciclo de horror que vivem, principalmente, por causa de maridos, companheiros ou namorados. Como procurar ajuda e onde conseguir apoio? A Gazeta elaborou esse roteiro com os principais locais disponíveis para ajudar quem está passando por agressões físicas e emocionais.
No Estado, há pelo menos 15 Delegacias da Mulher, locais especializados para atender casos de agressões, ameaças, estupro e outros tipos de violência. Mas outros órgãos, como a Defensoria Pública, o Ministério Público e os Centros de Referência Social, também tem se qualificado para prestar socorro ao público feminino. Veja como conseguir ajuda.
CRAS
A vítima pode procurar ajuda nas delegacias especializadas de atendimento à mulher. Caso não tenha no município, pode procurar qualquer delegacia. A polícia também pode ser acionada pelo Ciodes, no número 190, e, no Disque-Denúncia, pelo 181.
A Defensoria Pública também é uma porta de entrada nos municípios que tenham o órgão implantado. Na Grande Vitória foi criado o Núcleo Especializado de Defesa dos Direitos da Mulher da Defensoria Pública do Estado do Espírito Santo (Nudem). A instituição pode ajudar com a elaboração de requerimentos de medidas protetivas de urgência, com a propositura do divórcio, guarda dos filhos menores e encaminhamentos para atendimento psicossocial. É possível pedir assistência até pela internet.
A mulher que sofre com a violência doméstica também tem como primeira porta de entrada o Ministério Público do Espírito Santo. Atualmente, existe o Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid).
O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) são de responsabilidade da prefeitura de cada município. Eles oferecem atendimento psicossocial gratuitamente.
Com informações de Glacieri Carraretto
