Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • A Revolução Francesa dos dias de hoje
Brasil

A Revolução Francesa dos dias de hoje

Existem, de um lado, grupos públicos e particulares amplamente beneficiados, e, de outro, uma massa responsável pelo efetivo sustento da sociedade desigual

Publicado em 25 de Junho de 2018 às 20:46

Públicado em 

25 jun 2018 às 20:46

Colunista

Reflexos da Revolução Francesa nos dias atuais
Fábio Leite*
Outro dia, li sobre a insatisfação de parte do povo em relação à política nacional, especialmente por estar o Estado sob a chefia de administradores sem nenhum ou pouco prestígio. Esse mesmo Estado, por falta de habilidade, sustenta uma classe que se tornou bastante pesada aos cofres públicos, além de procurar transformar a Justiça em instrumento próprio de defesa.
Nesse contexto, desponta uma grave crise social, existindo, de um lado, grupos públicos e particulares amplamente beneficiados por vantagens desprovidas de justificação racional, e, de outro, uma massa responsável pelo efetivo sustento de uma sociedade desigual e baseada em estamentos, historicamente segmentada sob os critérios do nascimento e da tradição. Válida, ainda nesse campo, é a crítica do envolvimento do Estado com a religião: o que deveria representar um diálogo amplo e multilateral, acaba por virar uma forma de defesa ideológica do poder político.
O Estado, como conhecido, desapareceu, sendo reinaugurado sobre as bases impostas, de baixo para cima, pela parte do povo antes explorada
Por fim - e não menos importante -, mesmo que o Estado, mergulhado em gastos supérfluos absurdos, diga o contrário, levantam-se esses mesmos descontentes contra uma crescente crise econômica, sentida na pele pelos incontáveis desempregados, desassistidos e descrentes de dias melhores. Infelizmente, parece muito distante, se não impossível, a realização, em nível satisfatório, de uma urgente reforma fiscal, além da revisão de toda a estrutura arcaica da administração.
Ao fim da leitura, houve o inédito rompimento com esse quadro, praticamente feudal. O Estado, como conhecido, desapareceu, sendo reinaugurado sobre as bases impostas, de baixo para cima, pela parte do povo antes explorada. Aprovou-se uma nova e revolucionária Constituição, com a profunda reforma dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Não era sonho. Alguém mais atento pode ter identificado que lia eu sobre a Revolução Francesa, ocorrida há mais de 200 anos, mas é possível que, em algum ponto, me tenha passado despercebida a troca do livro por um jornal desta semana.
Apenas o fim da história não se encaixa. Pelo menos ainda.
*O autor é assessor jurídico do TJES
 

{{ndFunctionFirstNotNull(post.original_author.attributes_map.descricao_de_colunista.value,post.original_author.biography)}}

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Pés de maconha são encontradas dentro de uma estufa montada em uma caixa de água em Vila Velha
PM encontra pés de maconha em estufa dentro de caixa d'água em Vila Velha
Policial militar chamou bombeiros para retirar o filhote do buraco.
Filhote de gato é resgatado após passar dois dias preso em buraco em Colatina; veja o vídeo
Imagem de destaque
Fotojornalismo na lente de Fernando Madeira: quando a imagem é que conta a história

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados