Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Brasil
  • Brumadinho: Vale se compromete em acordo a indenizar moradores por um ano
Minas Gerais

Brumadinho: Vale se compromete em acordo a indenizar moradores por um ano

A Vale deverá pagar ao longo de doze meses um salário mínimo mensal (R$ 998) para cada adulto morador de Brumadinho, meio salário mínimo (R$ 499) para cada adolescente e um quarto de salário (R$ 249,50) para cada criança

Publicado em 21 de Fevereiro de 2019 às 00:38

Publicado em 

21 fev 2019 às 00:38
Tragédia em Brumadinho Crédito: Agência Brasil
Em um acordo assinado nesta quarta-feira (20) na 6ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias de Belo Horizonte (MG), a mineradora Vale se comprometeu a pagar uma indenização em dinheiro a cada um dos moradores do município de Brumadinho (MG) durante um ano, em decorrência do rompimento da barragem da Mina do Feijão, no último dia 25, que deixou 171 mortos e 139 desaparecidos.
A Vale deverá pagar ao longo de doze meses um salário mínimo mensal (R$ 998) para cada adulto morador de Brumadinho, meio salário mínimo (R$ 499) para cada adolescente e um quarto de salário (R$ 249,50) para cada criança.
Em 2013, o IBGE estimou que Brumadinho tinha 36 mil moradores. O número total dos atendidos, contudo, deve ser ainda maior porque um trecho do acordo prevê também a indenização para "as comunidades que estiverem até um quilômetro do leito do rio Paraopeba desde Brumadinho e demais municípios na calha do rio até a cidade de Pompéu na represa de Retiro Baixo".
Ainda não há estimativa sobre os valores a serem desembolsados. Em um cálculo simples, considerando que metade dos moradores de Brumadinho seja adulta, que é a média brasileira, seriam R$ 18 milhões ao mês, ou R$ 216 milhões no ano, considerando apenas a população adulta.
O acordo foi assinado no gabinete do juiz Elton Pupo Nogueira por quatro representantes da Vale, pelo procurador-geral de Minas Gerais, Sérgio Pessoa de Paula Castro, pelo procurador da República Edmundo Antonio Dias Netto Júnior, pelo procurador da União Marcus Vinicius Pereira de Castro e pelo procurador federal Marcelo Kokke Gomes. O acordo ocorre no âmbito de uma ação judicial com pedido de tutela antecipada movida pelo Estado de Minas Gerais que levou à decisão judicial pela indisponibilidade e bloqueio de R$ 1 bilhão da Vale.
O termo de acordo diz que o pagamento aos moradores de Brumadinho é emergencial "e para início das indenizações do dano difuso, individual homogêneo ou indenizações individuais de acordo com o que for decidido ao final do processo".
O acordo prevê que as pessoas com direito à indenização são todas "que possuíam registro até a data do rompimento da barragem dos seguintes cadastros: Justiça Eleitoral, matrícula nas escolas ou faculdades, Cemig, Copasa, postos de saúde, Emater, secretarias de agricultura municipais e estaduais, no CRAS ou no SUAS (Sistema Único de Assistência Social)". Os valores das indenizações, diz o acordo, "são irrepetíveis, de modo que, se ao final se houver valor pago mais pela Vale não poderá requerer sua devolução."
"Os valores decorrentes desse acordo não afetarão valores a serem pagos por danos socioambientais, ficando restrito aos valores decorrentes de fatores socioeconômicos que serão inclusive expressamente registrados na ação proposta pelo Ministério Público Estadual", diz o texto do acordo.
Na reunião a Vale também disse concordar "com o ressarcimento de todos os gastos do estado de Minas Gerais, seus órgãos de atuação e sua administração indireta, relacionados ao rompimento, com comprovação mediante declaração do ordenador de despesas". A Vale também "obriga-se a contratar ou fornecer produtos e/ou serviços necessários e tecnicamente adequados à execução pelo Estado de Minas Gerais, seus órgãos de atuação e sua administração indireta. Dos trabalhos emergenciais relacionados ao rompimento".
Os desembolsos previstos no acordo também "não afetarão valores a serem pagos por danos socioambientais, ficando restrito aos valores decorrentes de fatores socioeconômicos que serão inclusive expressamente registrados na ação proposta pelo Ministério Público Estadual". Por fim, a mineradora disse concordar "com o pagamento de multas administrativas estaduais que totalizam, aproximadamente R$ 99 milhões". Os pagamentos serão feitos à secretaria estadual de meio ambiente. A Vale disse ainda que "desiste dos recursos administrativos interpostos a tal processo".
Os procuradores da Vale na reunião foram Pedro Henrique Fernandes de Carvalho, Wilson Fernandes Pimentel, Humberto Moraes Pinheiro e Alexandre Silva Dambrosio. A ata da reunião diz ainda que o acordo "será objeto de reavaliação na próxima audiência pelas partes e pelo juiz se necessário, em virtude da área de abrangência".va

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
'Já fui árbitro em uma Copa do Mundo — e garanto a você que não existe favorecimento'
Viaturas da Polícia Rodoviária Federal em Viana, ES. Viaturas e agentes da PRF na Rodovia BR-262
Acidente entre três carros deixa quatro pessoas feridas na BR 101, em Conceição da Barra
Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi acionada ao local
Motociclista morre após bater de frente com carreta na BR 262

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados