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Rio de Janeiro

Idoso morre após ficar com mão presa no metrô e ser arrastado por vagão

José Alves Simão, de 82 anos, embarcava na estação Uruguaiana e acabou arrastado pelo vagão; ele sofreu traumatismos no tórax e abdômen

Publicado em 27 de Outubro de 2022 às 14:52

Agência FolhaPress

Publicado em 

27 out 2022 às 14:52
Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga a morte de um idoso de 82 anos, que ficou com a mão presa pelas portas de um vagão do Metrô do Rio de Janeiro. O militar aposentado José Alves Simão embarcava na estação Uruguaiana, no centro da cidade, e acabou arrastado pela composição, por volta das 13h de sábado (22). O MetrôRio alega que ele tentou entrar quando as portas já se fechavam.
José Alves Simão morreu após ficar com a mão presa e ser arrastado pelo vagão
José Alves Simão morreu após ficar com a mão presa e ser arrastado pelo vagão Crédito: Arquivo pessoal
Simão era aguardado pela família para assistir a um jogo de futebol entre Vasco e Criciúma, às 16h30. O filho dele só soube da morte após telefonar para o celular do pai e um policial militar atender à ligação. O militar aposentado sofreu traumatismos no tórax e abdômen.
"Ele [policial] pediu para que o filho se dirigisse à delegacia, porque tinha acontecido um acidente com o pai. Somente na delegacia que ele foi informado que tinha acontecido esse trágico acidente e que o pai tinha ido a óbito", disse ao UOL Marcelo Peral, advogado que representa a família.
A Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 4ª DP (Praça da República) e encaminhado para a 1ª DP (Praça Mauá). "A perícia foi realizada no local e diligências estão em andamento para esclarecer todos os fatos", disse a corporação, em nota.
O advogado da família de Simão está em busca de testemunhas para uma ação indenizatória contra o MetrôRio.
"A gente está analisando as medidas tanto na esfera civil quanto criminal. A nossa equipe vai comparecer à delegacia para solicitar ao delegado que requisite as imagens das câmeras do metrô e vamos ingressar com uma ação indenizatória, não buscando apenas a indenização pecuniária por danos morais, mas sobretudo uma indenização de caráter punitivo", afirma Peral.
"A indenização não vai trazer o José Simão de volta, mas o objetivo da família, conforme foi conversado ontem, é que a empresa seja condenada com uma indenização punitiva para que isso não volte a acontecer", acrescentou ele.

O que o Metrô diz?

Em nota, o MetrôRio lamentou "profundamente" a morte do militar aposentado, informou que entrou em contato com familiares e que "está à disposição para prestar toda a assistência necessária."
"O acidente ocorreu quando o passageiro tentou embarcar no momento em que as portas da composição já se fechavam. O botão de emergência foi acionado pelos passageiros, aplicando o freio de emergência no trem. O Corpo de Bombeiros foi chamado imediatamente, mas o cliente não resistiu aos ferimentos", disse a empresa.
O MetrôRio afirmou que instaurou um Comitê de Avaliação de Acidente para apurar as causas do fato.

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