SÃO PAULO - O candidato à Presidência Ronaldo Caiado (PSD) foi internado nesta quinta-feira (10) no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo, para tratar uma faringite aguda.
Segundo nota feita pela equipe médica, ele recebeu medicação intravenosa. A expectativa, ainda de acordo com o texto, é acelerar a recuperação e retomar o quanto antes os compromissos da agenda de campanha.
O candidato tinha marcado uma participação no podcast Inteligência Ltda na noite desta quinta-feira (10), e o evento foi cancelado.
A internação interrompe, ainda que de forma temporária, a campanha de Caiado em um momento de dificuldade nas pesquisas. No Datafolha divulgado no último dia 3, o goiano marcou 4% das intenções de voto, atrás de Augusto Cury (Avante), que saltou de 2% para 8% e se isolou em terceiro lugar.
O candidato tem sido cobrado a nacionalizar o discurso, hoje concentrado em sua atuação à frente do governo de Goiás – trajetória que inclui cinco mandatos como deputado federal a partir de 1991, eleição ao Senado em 2014 e dois mandatos consecutivos no Executivo estadual, desde 2018. Na sabatina de sexta-feira (4), ele chegou a se referir à disputa presidencial como corrida para "ser governador do estado".
Caiado também esteve entre os presidenciáveis que se manifestaram sobre o afastamento do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinado pelo ministro André Mendonça, do STF, em meio à crise entre Mendonça e Alexandre de Moraes.
Em rede social, o candidato do PSD chamou a decisão de "firme e corajosa" e defendeu atuação imparcial das instituições de Estado.
Seu vice na chapa, Gilberto Kassab, foi citado no caso Banco Master, após a divulgação de que o ex-controlador da instituição, Daniel Vorcaro, teria negociado doações eleitorais em troca de propina a campanhas de 2022, uma acusação negada pelos envolvidos.
Em sabatina, questionado se Kassab continuaria na sua chapa como candidato a vice se a PF (Polícia Federal) abrisse uma investigação para apurar o caso, Caiado defendeu a abertura de "todas as informações". "Tanto ele [Kassab] quanto Tarcísio já negaram", disse o candidato.
"Que abra tudo. Que não fique dentro de uma posição. Que a Polícia Federal e também o Supremo identifiquem se houve alguma coisa ou não", afirmou o político.