Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Abdo Filho

Crise da Apex: preocupada com a situação, Rhino vai à Justiça

A Rhino Securitizadora é a responsável por intermediar a emissão de R$ 452,3 milhões em debêntures para a Apex Partners. Trata-se da maior fatia do endividamento da plataforma

Publicado em 14 de Setembro de 2026 às 14:49

Públicado em 

14 set 2026 às 14:49
Abdo Filho

Colunista

Abdo Filho Abdo Filho

afilho@redegazeta.com.br

Sede da Apex Partners na Praia do Suá, Vitória.
Sede da Apex Partners, na Praia do Suá, Vitória. Carlos Alberto Silva

A Rhino Securitizadora, responsável por emitir R$ 452,3 milhões em debêntures para a Apex Partners, entrou com uma ação cível contra a plataforma de investimentos. O objetivo, de acordo com a empresa, é resguardar os direitos dos mais de 300 investidores que participaram das nove emissões de títulos de dívida emitidos desde meados de 2024. O movimento se dá diante da deterioração da situação da Apex, mergulhada em grave crise financeira e institucional desde o começo de agosto.

O movimento da Rhino é relevante porque no endividamento assumido até agora pela Apex, algo perto de R$ 1 bilhão, a maior parte está nas mãos dos debenturistas (R$ 452,3 milhões). Cerca de 300 investidores entraram, mas grande parte do volume, algo perto de 75% (R$ 339 milhões), está nas mãos de apenas 15 aplicadores. São empresas e investidores, inclusive de fora do Espírito Santo. Alguns são sócios da Apex e há também casos de donos de empresas coligadas e parceiras da plataforma de investimentos.

Na ação, a Rhino solicita ao Judiciário a análise das condições de cada uma das nove emissões, assim como a apresentação de documentos e informações necessários à verificação dos créditos que compõem os respectivos lastros. Segundo os advogados, como as operações possuem características próprias, incluindo prazos, séries e garantias, cada emissão deve ser examinada individualmente. Entre as medidas propostas, está a preservação do patrimônio separadamente e dos ativos vinculados às emissões. A securitizadora quer que os valores relacionados aos respectivos lastros sejam mantidos em subcontas específicas para cada emissão, sob supervisão do Judiciário e com prestação de contas. Eventuais levantamentos e rateios dependeriam de autorização judicial.

“A medida busca levar ao Judiciário uma situação que precisa ser analisada de forma organizada, considerando as particularidades de cada emissão e os direitos do conjunto dos debenturistas. A proposta é criar segurança jurídica para esse tratamento e, ao mesmo tempo, abrir espaço para uma solução negociada entre os envolvidos”, explica Luciano Comper, advogado responsável pela ação. “É importante separar as operações relacionadas à Apex das demais atividades da Rhino. A medida judicial trata de uma situação específica e não altera o funcionamento das demais operações da companhia”.

A Rhino pediu a abertura de tratativas com o Grupo Apex para a apresentação de uma solução quanto aos recebíveis.

Com remuneração de 110% a 130% do CDI ou IPCA (inflação) acrescido de 1,1% a 1,3% ao mês, a garantia dos debenturistas são ações da própria BRM Apex Investimentos e da Apex Partners. Ou seja, em caso de não pagamento, os financiadores virariam sócios relevantes do conglomerado em crise. As debêntures da Apex contam com cláusulas contratuais de proteção ao credor com gatilhos que antecipam o vencimento da dívida em caso de não pagamento. 

Veja Também 

Imagem de destaque

Mirando vendas para Nordeste e Sudeste, Argalit amplia produção

Imagem de destaque

De olho no crescimento de Aracruz, grupo da região expande os negócios

Rede Gazeta

Aos 98, Rede Gazeta mira o futuro sem perder a essência

Prédios

Gestora capixaba lança fundo imobiliário na Bolsa de Valores

Imagem de destaque

Grupo capixaba vai construir hidrelétrica em São Mateus

Sede da Apex Partners na Praia do Suá, Vitória.

Apex consegue reverter decisão do BTG na Justiça

Abdo Filho

Abdo Filho Abdo Filho

Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Obramax o
Obramax abre mais de 500 vagas de emprego em cursos de graça no ES
Imagem BBC Brasil
Mendonça derruba sigilo de inquérito que detalha pagamentos de Vorcaro
Imagem de destaque
'Estava prestes a me casar com um violento estuprador em série, mas meus entes queridos salvaram minha vida'

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados