Os quartzitos são a bola da vez da indústria de rochas. Há algum tempo eles alcançaram patamar de vendas semelhante ao dos tradicionais e famosíssimos mármores e granitos. Além de terem caído no gosto do consumidor, dentro e fora do brasil, um fato econômico para lá de relevante joga, desde de meados de 2025, a favor dos quartzitos: o tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foram excluídos na primeira leva de tarifas e acabaram menos penalizadas nas taxas que passaram a valer em julho.
Diante do aumento da demanda, as fábricas precisaram se adequar para atender. E não é um trabalho simples. Os quartzitos são mais duros que os mármores e os granitos, portanto, exigem mais das máquinas na hora corte dos blocos, e demandam mais abrasivos e resina para o polimento. Levantamento feito pela Speed, despachante aduaneira responsável por cerca de metade do movimento internacional do segmento, aponta para uma mudança relevante no parque industrial capixaba.
Entre 2023 e meados de 2026, foram importadas, pela Speed, 21 linhas de resinagem e de polimento pelas empresas com atuação no Espírito Santo. Hoje, com processos em andamento, são 17. Os equipamentos, grande parte deles vindos da China e da Itália, chegarão entre o final de 2026 e início de 2027. "É um movimento muito forte. Lembro de termos observado um boom de investimentos em máquinas durante o período da pandemia, mas não chegou nem perto da dimensão do movimento que estamos vendo agora, principalmente em 2026. Existem pelo menos dois fatores importantes por trás disso: a dificuldade cada vez maior de mão de obra e a forte aposta das empresas no quartzito", assinalou Bruno Marques, sócio da Speed.
Cada linha dessa custa algo perto de 800 mil euros. Levando em consideração a cotação atual da moeda europeia, estamos falando de um investimento, em 2026, de R$ 81,6 milhões. Se somarmos ao que vem acontecendo desde 2023, nos aproximaremos dos R$ 200 milhões. Trata-se de um relevante ciclo de modernização e industrialização do setor.
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