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Abdo Filho

Mercado imobiliário acompanha crise da Apex Partners de perto

A Apex não era a responsável direta por nenhum dos empreendimentos e não tocava nenhuma obra, ela é uma parceira de investimento, o que deve ajudar na solução de eventuais problemas

Publicado em 13 de Agosto de 2026 às 03:00

Públicado em 

13 ago 2026 às 03:00
Abdo Filho

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afilho@redegazeta.com.br

Prédios
Prédios em Vila Velha Carlos Alberto Silva

Empresários, executivos e, claro, os clientes do mercado imobiliário do Espírito Santo acompanham de perto a crise que explodiu na Apex Partners. A plataforma capixaba de investimentos possuía parcerias em prédios residenciais, comerciais, complexos logísticos e outros tipos de empreendimentos. Na visão dos operadores da indústria da construção civil, por ora, o momento não chega a ser de preocupação, mas de atenção. A Apex não era a responsável direta por nenhum dos empreendimentos e não tocava nenhuma obra, ela é uma parceira de investimento, o que deve ajudar bastante na solução de eventuais problemas.

"Claro que não é uma situação confortável, gera um certo estresse, mas a Apex, além de não ser a responsável direta pelas obras, ou seja, o dinheiro não ficava lá dentro, tinha parceiros - investidores e incorporadores - muito fortes, que têm condições de assumir caso haja algum problema de fato com a Apex", ponderou uma fonte importante do mercado capixaba. "Há uma outra questão. Muito embora o nome da Apex aparecesse muito, eram bons de marketing, a quantidade de empreendimentos que ela tem envolvimento não é tão grande assim olhando para o mercado como um todo. São 10 ou 12 que , em sua maioria, estão em fase final de obras. De novo, não é algo confortável, mas não enxergo um impacto real tão relevante, muito menos para os compradores desses imóveis", assinalou o empresário.

As incorporações imobiliárias estão fora da ação judicial que protegeu o patrimônio da Apex por 60 dias. A lei exerce uma espécie de blindagem dos recursos destinados ao objeto da incorporação imobiliária, não se comunicam com o patrimônio geral do incorporador, inclusive em caso de recuperação judicial. "O Superior Tribunal de Justiça consolidou o entendimento de que as SPEs (Sociedade de Propósito Específico) de incorporação imobiliária submetidas ao regime de patrimônio de afetação não se sujeitam à recuperação judicial, por incompatibilidade sistêmica entre os institutos", argumentaram os advogados da Apex.

Olhando para os investidores da Apex que colocaram recursos nesses empreendimentos, desde quinta-feira (06), quando a crise explodiu, executivos, empresários, investidores e advogados costuram alternativas jurídicas e econômicas para que os investidores que estavam sob o guarda-chuva da Apex sigam nos negócios sem maiores prejuízos. Isso, muito importante destacar, é fundamental para que as obras sigam normalmente e sejam entregues aos compradores finais sem maiores sobressaltos.

"Acredito que um dos efeitos dessa crise da Apex é o de reduzir o apetite do investidor pelo risco por algum tempo. A gente viu, nos últimos anos, e não apenas pela Apex, muitos novos investidores colocando recursos em mercados, como o imobiliário, que antes eles não acessavam. Era um capital importante e diferente do tradicional. Pode ser que essa turma saia por um período. Vamos ver como se darão os próximos passos", analisou um alto dirigente do setor.

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Abdo Filho

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Graduado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2005, como estagiario de Entretenimento e Cursos & Concursos. Entre 2007 e 2015, foi reporter da CBN Vitoria e da editoria de Economia do jornal A Gazeta. Depois, assumiu o cargo de macroeditor de Politica, Economia e Brasil & Mundo, ja no processo de integracao de todas as redacoes da empresa. Em 2017, tornou-se Editor de Producao e, em 2019, Editor-executivo.

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