Fundado em 1946, o Grupo Águia Branca, um dos maiores e mais poderosos do Espírito Santo, está preparando mais uma rodada de sucessão. O objetivo é que a empreitada, sempre difícil, tenha o mesmo sucesso da anterior, quando, em janeiro de 2015, a segunda geração da família assumiu e ampliou os negócios do conglomerado da família Chieppe. De lá para cá, Décio e Renan Chieppe foram presidentes. Kaumer Chieppe, atual CEO, entrega a cadeira para Riguel em janeiro de 2027, que ocupará o posto até janeiro de 2031. Um dos grandes desafios do período será justamente definir a próxima fase de comando.
Cerca de 30 herdeiros da família Chieppe, da segunda e terceira gerações, estão passando pelo programa de sucessão contratado pelo Grupo Águia Branca na Cambridge Family Enterprise Group. Fundada em 1989, trata-se da primeira e maior empresa global na área. O objetivo é observar oportunidades, desenvolver talentos, apoiar a gestão e até ajudar na solução de eventuais conflitos. Entre os 30 que estão no programa, alguns atuam nas empresas, outros não.
A expectativa é de que em mais dois anos o novo modelo de comando do grupo esteja definido. Muito embora as principais definições ainda estejam para ser tomadas, Décio, Renan, Kaumer e Riguel já vêm fazendo ajustes pontuais, mas relevantes, na estrutura sucessória. Em 2015, quando chegaram ao comando, a idade limite para que os executivos ficassem no grupo era 65 anos. Agora, está em 70.
O fato é que os futuros comandantes terão um baita desafio pela frente. Em 2015, quando Décio assumiu, o faturamento global era na casa de R$ 6 bilhões e os funcionários eram 17,5 mil. No ano passado, o faturamento superou os R$ 15 bi e eram mais de 20 mil empregados dentro das mais de 25 empresas do Grupo Águia Branca.
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