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Tecnologia

Enquanto os robôs entregam, a ideologia atrasa

Cada vez mais pessoas querem outras formas de relação de trabalho: querem autonomia, flexibilidade e escolha
Alberto Nemer Neto

Publicado em 

04 nov 2025 às 03:30

Publicado em 04 de Novembro de 2025 às 06:30

Acabo de voltar de uma viagem aos Estados Unidos e confesso: o futuro já começou — e ele não espera por ninguém. Por onde passei, vi robôs circulando pelas ruas fazendo entregas, máquinas autônomas atendendo clientes e empresas inteiras substituindo milhares de postos de trabalho por Inteligência Artificial. A automação não é mais um projeto de laboratório; é uma realidade viva, eficiente e implacável.
Enquanto isso, no Brasil, o debate público insiste em olhar pelo retrovisor. Recentemente, uma vereadora do Psol em Porto Alegre, Karen Santos, afirmou que traficantes são trabalhadores megaexplorados sem direitos trabalhistas. Essa inversão de valores revela o quanto o país ainda se perde em narrativas ideológicas enquanto o mundo avança em tecnologia, produtividade e liberdade econômica.
Ferramentas de Inteligência Artificial estão transformando o cenário da arquitetura (Imagem: DC Studio | Shutterstock)
País ainda se perde em narrativas ideológicas enquanto o mundo avança em tecnologia, produtividade e liberdade econômica Crédito: DC Studio | Shutterstock
Tenho repetido em minhas colunas — e os fatos vêm confirmando: há uma revolução silenciosa em curso. Cada vez mais pessoas querem outras formas de relação de trabalho. Não querem a CLT, não querem amarras, não querem tutela. Querem autonomia, flexibilidade e escolha.
Mas há quem, do conforto do ar-condicionado, queira impor a CLT a todos, como se liberdade fosse um privilégio perigoso. Essa postura paternalista empurra o Brasil para trás, prende o trabalhador no passado e ignora que o mundo real — o da inovação e da tecnologia — já opera em outra lógica. O tempo é cruel com quem não se prepara.
Enquanto discutimos velhas ideologias, as máquinas aprendem, substituem e superam. A questão não é mais se a automação vai transformar o mercado de trabalho, mas quem estará preparado para essa transformação. E aqui está o ponto central: sem educação, não há futuro possível.
O Brasil precisa de um pacto nacional pela educação — urgente, profundo e desideologizado. Educação é o único antídoto contra a obsolescência social. É ela quem salvará as gerações atuais e futuras, não discursos ultrapassados travestidos de “defesa do trabalhador”.
Manter as pessoas na ignorância, sem acesso ao conhecimento e sem capacidade de adaptação, é a forma mais covarde de dominação. É tirar-lhes o futuro, a dignidade e a liberdade em todos os sentidos. E é justamente aqui que o contraste se torna mais gritante: enquanto os robôs entregam, a ideologia atrasa.
A tecnologia trabalha em silêncio, entregando resultados, eficiência e progresso. Já a ideologia, travestida de virtude, se ocupa em criar narrativas que atrasam a realidade, distorcem o mérito e impedem o país de crescer. O problema do Brasil não é falta de potencial — é excesso de dogma.
O futuro não espera por decretos, nem por discursos inflamados. Ele avança — com ou sem o Brasil. Cabe a nós decidirmos se queremos ser protagonistas dessa transformação ou espectadores paralisados por ideologias que já não cabem no século XXI. O tempo dos discursos acabou. Agora, é hora de agir, educar e libertar.
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