Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Copa do Brasil

Pecados do Flamengo não foram perdoados pelo São Paulo

Rubro-Negro perdeu boas chances de gol e ainda viu seu goleiro falhar em momento crucial. Tricolor foi cirúrgico para chegar à vitória

Publicado em 12 de Novembro de 2020 às 05:00

Públicado em 

12 nov 2020 às 05:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

fsouza@redegazeta.com.br

Brenner marcou os dois gols da vitória do São Paulo, o segundo em falha grave do goleiro Hugo
Brenner marcou os dois gols da vitória do São Paulo, o segundo em falha grave do goleiro Hugo Crédito: Miguel Schincariol/saopaulofc.net
Quando a partida entre Flamengo e São Paulo se encaminhava para um empate, um erro individual fez toda a diferença. Aos 42 minutos do segundo tempo, o goleiro Hugo tentou driblar o atacante Brenner, que roubou a bola e marcou o gol que garantiu a vitória tricolor por 2 a 1 no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, na noite desta quarta-feira (11), no Maracanã. O momento infeliz do arqueiro rubro-negro foi decisivo para o jogo, mas não pode esconder as falhas ofensivas do time carioca, e nem o poder de decisão da equipe paulista para chegar ao triunfo.
Em um confronto estudado e equilibrado, que marcou 50% de posse de bola para cada equipe, saiu vencedor quem foi mais preciso nas finalizações. O Rubro-Negro finalizou 12 vezes no gol tricolor. Desperdiçou pelo menos duas chances claríssimas, uma com Gabigol e outra com Arrascaeta. Do outro lado, em apenas quatro finalizações, o São Paulo foi capaz de definir a partida.
Em sua estreia no comando do Flamengo, Rogério Ceni armou seu time com uma estratégia muito clara: pressionar a saída de bola adversária. Com quatro atacantes (Gabigol, Bruno Henrique, Michael e Vitinho) e dois meio-campistas (Arão e Gerson), o treinador abriu mão da criação para apostar na marcação sob pressão. E foi assim que o Rubro-Negro criou suas principais chances no primeiro tempo. O ataque roubava a bola na saída de bola do São Paulo e finalizava logo na sequência. Só não chegou ao gol por incompetência na hora do arremate final. Mas sua defesa não ficou exposta, já que o time de Fernando Diniz nem conseguiu chutar ao gol na etapa inicial.
Sem conseguir abrir o placar na primeira etapa. Ceni fez uma substituição no intervalo: tirou Michael e colocou Arrascaeta. A marcação sob pressão logicamente se tornaria menos intensa, e a resposta do São Paulo apareceu logo aos dois minutos do segundo tempo. Sem a pressão de Michael justamente pelo lado direito, pela primeira vez na partida, o Tricolor conseguiu sair tocando pelo setor até Gabriel Sara dar belo passe para Brenner correr nas costas de Gustavo Henrique e finalizar para abrir o placar, no primeiro chute a gol do time paulista na partida.
Entretanto, o time de Fernando Diniz não conseguiu manter a dianteira do placar por muito tempo. Aos três minutos, após corte parcial do ataque rubro-negro, viu Bruno Henrique encontrar Gabigol livre para empatar o jogo. Desta vez, o atacante não perdoou, mas 20 minutos depois foi substituído, certamente por ainda não ter ritmo para jogar o 90 minutos. O meia Thiago Maia entrou em campo e Ceni reorganizou o time para retomar a marcação alta. Mas desta vez não foi suficiente para sua equipe balançar a rede. 
A luta do São Paulo, que no geral não teve uma boa atuação, foi recompensada. A pressão na saída de bola forçou Léo Pereira a recuar a bola para Hugo, que não conseguiu se livrar dar marcação de Brenner, que deu números finais ao jogo. Se o time de Fernando Diniz passou longe de ser brilhante, foi eficiente para matar o jogo: simplesmente o que interessa em uma competição de mata-mata. 
O São Paulo tem a vantagem do empate no jogo de volta, que acontece na próxima quarta-feira (19), no Morumbi. Mas o confronto está em aberto. O Flamengo tem potencial para vencer o jogo decisivo. Rogério Ceni apresentou estratégias interessantes no jogo e após uma semana de treino pode compreender ainda melhor o elenco. Já o time de Fernando Diniz é completamente imprevisível. No mesmo embalo que consegue se mostrar seguro e cirúrgico pode também apresentar vulnerabilidade. Não vai faltar emoção no jogo de volta.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Magno Malta e Lorenzo Pazolini muito perto de anunciar aliança
Magnum periculum: os riscos, para Pazolini, da união com o PL, Flávio e Magno
Imagem de destaque
Messi e Lamine Yamal: da famosa foto do banho ao abraço na final da Copa do Mundo 2026
Imagem de destaque
Ferran Torres: o herói do bicampeonato espanhol na Copa do Mundo

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados