A federação dá como certo que vai indicar o vice de Ricardo.
O próprio governador já declarou publicamente, mais de uma vez, que a União Progressista tem tamanho para ocupar um lugar na chapa majoritária (de candidato a senador ou a vice) e que teria protagonismo na corrida eleitoral.
Pessoas próximas ao emedebista, entretanto, ressalvam que não há essa garantia
Via de regra, o vice é escolhido aos 45 do segundo tempo, para usar uma velha analogia, agora em tempos de Copa do Mundo.
Em 2022, Ricardo, então filiado ao PSDB, foi anunciado como vice na chapa de Casagrande no dia 19 de julho, sem surpresas. Àquela altura, ele já era o favorito para ficar com o posto.
Em 2018, a escolha foi mais surpreendente. Quase no fim do prazo estabelecido pela legislação eleitoral, Casagrande optou por Jacqueline Moraes, do PSB, numa dobradinha puro-sangue.
Assim como em 2018 e 2022, a aliança que apoia as candidaturas de Ricardo, desta vez ao governo, e Casagrande, ao Senado, é bastante ampla.
O governador sempre frisa que vai ouvir os apoiadores antes de bater o martelo sobre o vice. É um cuidado para não desagregar a base.
Mas não é só isso que está em jogo.
Ricardo precisa de um vice que realmente complemente a chapa e obtenha votos.
Ao que tudo indica, a eleição não vai ser um passeio no parque.
Pazolini é um candidato competitivo.
E ainda há o PT, correndo por fora, com a pré-candidatura do deputado federal Helder Salomão.