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Letícia Gonçalves

A corrida pela vaga de vice na chapa de Ricardo Ferraço

O PDT sugeriu Sérgio Vidigal, mas agora a federação formada por PP e União Brasil entrou para valer no páreo. Veja os nomes especulados

Publicado em 16 de Junho de 2026 às 15:48

Públicado em 

16 jun 2026 às 15:48
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

lgoncalves@redegazeta.com.br

O governador Ricardo Ferraço durante assinatura da ordem de serviço da obra da 5ª faixa da Segunda Ponte
O governador Ricardo Ferraço durante assinatura da ordem de serviço da obra da 5ª faixa da Segunda Ponte Rodrigo Zaca/Governo-ES

O PDT foi o primeiro partido a sugerir um vice para a chapa do governador Ricardo Ferraço (MDB), que disputa a reeleição. Tenta emplacar o ex-prefeito da Serra Sérgio Vidigal. Mas o próprio Vidigal não se mostrou muito empolgado com a ideia.

Agora, a federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, entrou para valer no páreo. 

Depois de decidir não disputar uma vaga no Senado, o deputado federal Da Vitória (PP), presidente estadual da federação, deixou claro que a UP faz questão de ficar com o lugar de vice de Ricardo.

Da Vitória enumerou alguns possíveis candidatos: o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Santos, o deputado federal Amaro Neto, o também deputado federal Messias Donato, a capitã Andressa, do Corpo de Bombeiros, o vereador de Vitória Camilo Neves e o empresário de Guarapari Rodolfo Mai.

Tudo isso, por enquanto, é apenas especulação.

O próprio Marcelo Santos, presidente estadual do União Brasil, afirmou à coluna que continua a ser pré-candidato a deputado federal.

Ele não considera uma boa ideia deslocar nomes da chapa de candidatos a federal para a vice, sinalizando que Amaro e Messias seriam também opções pouco prováveis.

Amaro, de acordo com o que a coluna apurou, porém, tem real interesse em ser o vice.

O deputado filiou-se ao PP recentemente, em fevereiro. Antes, estava no Republicanos, partido do principal adversário de Ricardo, o ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini.

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Imagem de destaque

O perfil do vice de Ricardo Ferraço nas eleições de 2026

A federação dá como certo que vai indicar o vice de Ricardo. 

O próprio governador já declarou publicamente, mais de uma vez, que a União Progressista tem tamanho para ocupar um lugar na chapa majoritária (de candidato a senador ou a vice) e que teria protagonismo na corrida eleitoral.

Pessoas próximas ao emedebista, entretanto, ressalvam que não há essa garantia 

Via de regra, o vice é escolhido aos 45 do segundo tempo, para usar uma velha analogia, agora em tempos de Copa do Mundo.

Em 2022, Ricardo, então filiado ao PSDB, foi anunciado como vice na chapa de Casagrande no dia 19 de julho, sem surpresas. Àquela altura, ele já era o favorito para ficar com o posto.

Em 2018, a escolha foi mais surpreendente. Quase no fim do prazo estabelecido pela legislação eleitoral, Casagrande optou por Jacqueline Moraes, do PSB, numa dobradinha puro-sangue.

Assim como em 2018 e 2022, a aliança que apoia as candidaturas de Ricardo, desta vez ao governo, e Casagrande, ao Senado, é bastante ampla.

O governador sempre frisa que vai ouvir os apoiadores antes de bater o martelo sobre o vice. É um cuidado para não desagregar a base.

Mas não é só isso que está em jogo.

Ricardo precisa de um vice que realmente complemente a chapa e obtenha votos.

Ao que tudo indica, a eleição não vai ser um passeio no parque.

Pazolini é um candidato competitivo.

E ainda há o PT, correndo por fora, com a pré-candidatura do deputado federal Helder Salomão.


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Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.

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