Magno é o presidente estadual do PL e quem dá a primeira e a última palavra na sigla. Alguns integrantes da legenda, entretanto, se animaram.
"Tem nosso apoio. E Pedro Canário ainda vai ganhar uma senadora de direita", comentou o ex-prefeito de Vila Velha Neucimar Fraga.
A primeira suplente de Magno é a professora e missionária Márcia Cristina Macedo Silva (PL), ex-vereadora de Pedro Canário.
Ela só assumiria o mandato, entretanto, se a eventual chapa Flávio-Magno fosse eleita.
Outros bolsonaristas avaliaram à coluna que, sem o apoio de Republicanos, PP e União Brasil que, até agora, indicam neutralidade no pleito presidencial, o PL não teria outra opção a não ser lançar uma chapa puro-sangue.
Nesse caso, Magno seria uma boa saída pois está no meio do mandato no Senado. Não teria que renunciar à cadeira e, logo, poderia "ir para o sacrifício" sem, realmente, se sacrificar.
Mas a resposta imediata do senador do Espírito Santo negando a sugestão de Oswaldo Eustáquio mostra que ele não pensa assim.
O principal objetivo de Magno Malta é eleger a própria filha, Maguinha Malta, senadora.
A pré-candidata do PL nunca disputou uma eleição, não tem trajetória política alguma e enfrenta ceticismo até dentro do próprio PL.
A campanha de Maguinha, certamente, vai ser baseada no recall do pai. E, para isso, ele precisa estar presente no Espírito Santo, não percorrendo o país com Flávio Bolsonaro.